Nova ponte da Praia de Faro é «mais um engano do governo»

PS Faro reage «confiando que o governo cumprirá apesar dos esforços do PSD em esbanjar apoios recebidos».

A Comissão Política do PSD de Faro considera que «a nova ponte na Praia de Faro está a ser mais um engano do governo», já que «2018 era ano de conclusão, mas obra nem está adjudicada».

Em comunicado de imprensa, enviado na segunda-feira, 1 de outubro, o PSD Faro diz que «tem frisado a importância de avançar com a nova ponte da Praia de Faro com urgência, de modo a melhorar a circulação pedonal e rodoviária, regular o tráfego e reforçar as condições de segurança», alias, conforme previsto no âmbito do Programa Polis.

No entanto, «há dois anos, perante a intransigência do governo, o presidente da Câmara de Faro tentou desbloquear a situação e assumiu, por exigência do governo, uma comparticipação de 500 mil euros, menos 20 por cento do valor previsto para o total da obra, embora esta seja da responsabilidade exclusiva do Estado, quer na sua realização, quer no financiamento e, por isso, nada do município fosse devido» para a infraestrutura avançar.

Ainda segundo o PSD Faro, «o ministro do Ambiente afirmou na Assembleia da República que se o município não assumisse uma parte a obra ficaria na gaveta, em jeito de ultimato».

Apesar de o governo ter afirmado que a obra estaria concluída em 2018, «estamos no fim do ano e o que estava para estar concluído nem está iniciado. O concurso ficou deserto».

Por isso, o PSD Faro «censura esta violação dos compromissos, a ilusão permanente, que conduz a desilusões sucessivas dos farenses que se sentem ludibriados e espera que o governo não se esteja a aprestar para exigir que o município assuma uma fatia maior da despesa que não é da sua competência sob pena de o governo deixar definitivamente a boa ponte na gaveta».

Em resposta, na terça-feira, 2 de outubro, o presidente da Concelhia do PS Faro Paulo Neves considera que neste caso, «o PSD de Faro queixa-se de si próprio» e «confia que o governo cumprirá apesar dos esforços do PSD em esbanjar apoios recebidos».

Isto porque «o Programa Polis cumpriu, lançou o concurso para a empreitada com as verbas previstas para o projeto que a Câmara Municipal de Faro lhe entregou, afinal a obra é mais cara e o procedimento público ficou deserto».

Além disso, «o município foi informado da disponibilidade de reforço das verbas centrais para lançar novo concurso considerando o aumento previsível dos custos. Agora o município deve decidir comparticipar também nesse esforço derivado do projeto que fez e do erro a que induziu com o valor base concursado» explica.

No entender do PS Faro, «o governo sempre podia transferir ainda mais verbas de outras rubricas do Programa Polis, não fosse o caso do município de Faro também não ter ainda cumprido com o montante de fundo perdido para o realojamento dos pescadores, transferido do mesmo programa Polis do governo, cujos montantes foram usados, pelo então vice-presidente Rogério Bacalhau, para compra de terrenos privados, a um custo elevadíssimo que quase fez esgotar as verbas acordadas, em 2011/2013 e, até agora, nem projeto nem casas. Estamos certos que o programa Polis, ainda que em liquidação, fará por cumprir não olhando a quem assim gere a comunicação e os fundos públicos e que é à população farense que compete julgar».

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