Tavira expõe coleção de fruteiras algarvias

A ação acontece no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, e do Plano de Salvaguarda da Dieta Mediterrânica, realiza-se, no dia 18 de abril, às 10 horas, uma visita à coleção de fruteiras no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT – antigo Posto Agrário), sob a orientação de António Marreiros e João Costa (Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve).

As mostras, que se encontram instaladas no CEAT, são o resultado do trabalho desenvolvido pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve entre 2011 e 2015, no seguimento de dois projetos apoiados pelo Programa de Desenvolvimento Rural (Proder): o projeto FRUTALG, intitulado «Prospeção, Recolha, Conservação e Caraterização de Variedades Tradicionais de Fruteiras Algarvias com Interesse para a Agricultura Portuguesa» e o projeto SULCASTAS, denominado «Prospeção e Caraterização da Variabilidade Genética de Castas de Videiras Autóctones nas Regiões do Alentejo e Algarve».

Estes iniciaram-se com a prospeção e recolha de material vegetal de citrinos, alfarrobeiras, amendoeiras, figueiras, nespereiras, romãzeiras e macieiras (Pero de Monchique), e com a posterior instalação dessas variedades tradicionais nas coleções, na sua maioria no CEAT.

Já o SULCASTAS tinha como principais objetivos, numa primeira fase, descobrir e preservar diversas castas de uva em vias de extinção, e plantá-las em coleções de âmbito nacional e regional.

Subordinada ao tema «Património e Paisagem Rural», esta ação visa «o entendimento das zonas rurais enquanto paisagem, e da paisagem enquanto património, estimulando a perceção de territórios em permanente mutação, que acumulam os saberes e as práticas decorrentes de uma vivência continuada, em constante adaptação aos imperativos ambientais, culturais, sociais, políticos e económicos. A consciência da fragilidade e mutabilidade destes recursos, da sua consequente necessidade de conservação e salvaguarda, e da ligação intrínseca entre património, paisagem rural e desenvolvimento sustentável cria assim oportunidades para sensibilizar comunidades e públicos, para reforçar laços de identidade e para criar perspetivas de futuro, alicerçadas no reconhecimento da importância da cultura e do património enquanto elementos aglutinadores das comunidades».

A inscrição nesta iniciativa é obrigatória e deverá ser efetuada até dia 16 de abril, através do preenchimento de um formulário online.

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