Lagos quer financiar «O Prato Certo» para melhorar hábitos alimentares da população

O município lacobrigense vai participar na candidatura ao CRESC Algarve para dar continuidade ao projeto.

O município de Lagos pretende obter financiamento para dar continuidade ao projeto de parceria do Observatório Regional de Segurança Alimentar do Algarve e da sua campanha de educação alimentar «O Prato Certo», e nesse âmbito vai participar na candidatura ao CRESC Algarve (Portugal Inovação Social – Programa de Parcerias para o Impacto).

O assunto foi ontem presente e apreciado em Reunião de Câmara, revelando a autarquia lacobrigense que «foi deliberado aprovar a carta de compromisso de investimento social», através da qual o município se compromete a cofinanciar a implementação do plano de desenvolvimento desta Iniciativa de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES) no triénio 2019 a 2021 com um valor a rondar os 5 mil euros. O projeto tem um orçamento global que ascende aos 370 mil euros, dos quais mais de 296 mil euros provêm do programa Portugal Inovação Social, e o remanescente resulta da comparticipação dos 16 municípios.

Neste âmbito, Lagos irá acolher a realização de 14 ações específicas e 7 ações gerais, todas no âmbito da promoção da saúde alimentar, assim como apoio técnico na definição de estratégias e modelos de alimentação social (cantinas, refeitórios empresariais e de entidades públicas) que respeitem a Dieta Mediterrânica e os seus princípios fundadores, designadamente «a produção local e sazonal, a redução de desperdícios alimentares, a alimentação saudável e acessível e a alimentação enquanto espaço ativo de convivialidade».

Recorde-se que esta parceria foi constituída em 2018, envolvendo um conjunto alargado de entidades onde se inclui a InLoco, a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), a Direção Geral de Saúde e a Administração Regional de Saúde do Algarve, o Centro Distrital de Segurança Social de Faro, a Universidade do Algarve e os municípios da região.

O projeto piloto teve a duração de um ano e contou com a participação de uma equipa pluridisciplinar composta por nutricionistas, chefs, antropólogos, sociólogos e o apoio empenhado de uma rede regional de técnicos municipais e das entidades públicas e privadas que operam na área social.

A primeira etapa do projeto consubstanciou-se num trabalho de campo, realizado em todas as freguesias do Algarve, que avaliou o acesso dos agregados familiares a uma alimentação saudável e económica. Foram igualmente desenvolvidas competências na área da alimentação saudável e acessível, tendo por base a Dieta Mediterrânica, nos profissionais que trabalham com os grupos de risco, assim como ações de sensibilização, mobilização e capacitação dos agregados familiares de maior risco para as vantagens da alimentação saudável e acessível.

No âmbito desse trabalho foi também editado o livro «O Prato Certo – Receitas e dicas para comer bem e poupar», um auxiliar com soluções simples de executar, que permitem cozinhar refeições saborosas, boas para a saúde e acessíveis a qualquer bolsa, «tudo para ajudar as famílias da região a tomarem melhores decisões alimentares e, assim, aumentar a sua qualidade de vida».

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