Fileira da pesca ibérica congratula-se com possibilidade de maior quota da sardinha para 2019

Investigações confirmam o aumento da biomassa da espécie no mar.

Miguel Cardoso, dirigente da Olhãopesca, Organização de Produtores de Pesca do Algarve, esteve presente no 1° Encontro Ibérico dos produtores de sardinha, que teve lugar em Peniche, na terça-feira, 19 de março. Em declarações ao «barlavento» explica que as organizações reunidas «congratulam-se pelo aumento relevante que o recurso sardinha tem tido nos últimos três anos, depois de ter atingido os seus mínimos históricos no período de 2012 a 2015, e que se deve largamente aos esforços desenvolvidos pelo sector».

Em causa estão os «muito bons resultados científicos obtidos em 2018 pelos cruzeiros de investigação científica promovidos pelo Instituto Español de Oceanografia (IEO) e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e que traduziram um aumento da biomassa de sardinha com mais de um ano (B₁₊) entre 2017 e 2018 superior a 70 por cento». Assim, «para 2019, entendem que os governos de Portugal e de Espanha devem adotar como ponto de partida um total de capturas de 15425 toneladas para os dois países, suscetível de ser aumentado ainda no decorrer de 2019, para o período que se iniciará ainda no primeiro semestre deste ano. Esta quantidade corresponde à aplicação de uma mortalidade precaucionária de F= 0,10 sobre a estimativa da quantidade de biomassa (B₁₊) fixada pelo último parecer do ICES para 2019 e que se cifra em 154254 toneladas, quantidade esta bastante conservadora face aos excelentes resultados científicos obtidos em 2018».

«Esta reunião foi inédita, demonstrou grande coesão entre as Organizações de Produtores dos dois países, sobre a defesa, bem como, a exploração de um recurso que é mútuo e de grande importância para o sector da pesca (cerco) extremamente dependente da sardinha. Em 2018, em termos de restrições, atingiram-se máximos históricos, consequentemente, nunca se pescou tão pouca sardinha; num período em que se observa alguma recuperação. É momento de, lentamente, reverter a tendência até aqui seguida», conclui Miguel Cardoso.

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