PCP diz que PSD e PS de Castro Marim «prestam mau serviço às populações»

A Comissão Concelhia de Castro Marim do Partido Comunista Português (PCP) manifestou-se hoje, quinta-feira, dia 10 de janeiro, em comunicado, acerca da eleições intercalares naquele concelho.

Assim, o anúncio por parte do presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, «de que os eleitos do PSD renunciarão aos seus mandatos precipitando a realização de eleições intercalares neste município é a confirmação da incapacidade revelada, quer pelo PSD, quer pelo PS , para dirigirem os destinos da autarquia. As últimas eleições autárquicas, realizadas em 2017, ditaram uma arrumação de mandatos na Câmara Municipal de Castro Marim, onde a força política que detém a presidência da Câmara – o PSD – não tem a maioria dos vereadores e dos eleitos na Assembleia Municipal. Tal situação, prevista nos termos da Lei e comum em tantos municípios e frequente ao longo de mais de quatro décadas de Poder Local Democrático, não pode traduzir-se em ingovernabilidade».

A Comissão Concelhia de Castro Marim do PCP entende que «seja pela incapacidade do PSD de respeitar os resultados eleitorais e aceitar que não tinha maioria absoluta, seja pela opção do PS, de se aliar a uma candidatura dissidente, com o objectivo de paralisar a autarquia, todos são responsáveis pela situação a que se chegou. É sobre os ombros destas forças políticas que recai a responsabilidade da degradação do funcionamento dos órgãos, da diminuição da capacidade de intervenção do município, do avolumar de problemas como o que se verificou recentemente na empresa municipal Novbaesuris, da falta de obra e de iniciativa que caracteriza este mandato».

O PCP chama atenção de que «o conflito a que se tem assistido na vereação da câmara, nada tem a ver com visões ou opções políticas distintas, mas sim, com objetivos de poder e protagonismos diversos que nada dizem às populações. É por tudo isto que, PSD e PS não servem a Castro Marim. Persistir nestas forças políticas é dar espaço ao poder absoluto, à demagogia, à incapacidade na resolução dos problemas. É por em risco os restantes dois anos e meio de mandato com todas as consequências que resultariam daí».

Dizem ainda os comunistas que «a confirmarem-se a realização de eleições intercalares para a Câmara e Assembleia Municipal, o PCP intervirá no quadro da CDU para afirmar um projeto alternativo para o Concelho. Tal como se comprova todos os dias, em tantas e tantas freguesias e concelhos do nosso País, na Assembleia da República ou no Parlamento Europeu, os eleitos da CDU são uma voz necessária para defender os interesses dos trabalhadores e das populações, para afirmar uma política alternativa que responda aos problemas e assegure o futuro».

Por fim, a nota do PCP chama a atenção às populações da vila de Castro Marim, tal como às das freguesias de Altura, de Odeleite ou Azinhal «de que é com a CDU que podem contar. Mesmo sem ter eleitos no concelho, ao longo destes anos, tem sido o PCP a intervir em torno dos problemas e aspirações das populações. Tem sido assim na defesa dos serviços públicos, dos centros de saúde, das escolas, das finanças, dos correios. Na defesa do direito à mobilidade contra a degradação da EN 125. Na defesa dos direitos dos trabalhadores da autarquia, do comércio, da hotelaria. Na defesa dos interesses dos agricultores e pequenos empresários. Castro Marim, precisa do Trabalho, da Honestidade e da Competência dos eleitos da CDU».

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