NECI apresenta projeto de turismo inclusivo no concelho de Lagos

Além de continuar a aposta na equitação adaptada, a instituição quer dar-se a conhecer aos turistas que visitam o concelho e a região.
Lucélia Glória e a vice presidente da NECI, Rita Silva

Na sequência da homenagem que a NECI – Núcleo Especializado para o Cidadão Incluso prestou a Lucélia Glória, vice campeã mundial de equitação adaptada, na sexta-feira, 5 de abril, Rita Silva, vice-presidente daquela instituição, ouvida pelo «barlavento», revelou que está em incubação um novo projeto.

A ideia passa por aproveitar um terreno que foi cedido à NECI, na freguesia de Almádena, perto da Praia da Luz, para uma utilização que combina a agricultura e o turismo, numa perspetiva de inclusão. «Já lançámos o emprego para pessoas com deficiência, através dos Contratos Emprego-Inserção+ (CEI+). Agora queremos integrar os nossos utentes, quando as obras de reestruturação do terreno estiverem concluídas», afirmou a dirigente.

Nesta atividade, financiada pela Fundação Montepio, no seguimento de uma candidatura já aprovada, os utentes da NECI vão poder desenvolver trabalhos e Atividades Socialmente Úteis. De acordo com a Segurança Social, estas pretendem «a efetivação de uma ocupação temporária desenvolvida a favor de entidades sem fins lucrativos, com vista à satisfação de necessidades sociais e comunitárias, numa lógica de qualificação formativa e de experiência funcional do beneficiário, com mais-valias no seu desenvolvimento pessoal, formativo e social, e um importante contributo cívico a favor da comunidade onde se inserem».

Um esboço do projeto.

A ideia é que os utentes possam, por exemplo, «criar uma plantação de chá que eles próprios iniciam, depois colhem, e vendem em pacotinhos», desenvolve Rita Silva.

As portas, no entanto, são para abrir a todas as pessoas com deficiência, numa espécie de «emprego em part-time a quem dele queira usufruir, com o objetivo de desenvolver os seus produtos e vender os mesmos em mercadinhos, hotéis, vários locais».

A NECI quer também «criar uma dinâmica de turismo inclusivo aliado ao turismo ambiental», numa comunidade «muito sensível a estas questões. O Algarve não é só sol e praia, e nesse sentido queremos abrir aqui uma opção diferente para os que visitam a região», afiançou a vice-presidente.

O objetivo, esse, é «entrar em contacto com os hotéis para que os clientes vão até lá e usufruam de um momento na natureza, ajudem a preparar a horta, a fazer plantações, e que desenvolvam atividades temáticas com os nossos utentes», desfrutando de um período diferente.

«É uma forma de conhecerem esta realidade, e de levarem uma experiência diferente para os seus locais de origem. Além disto, proporcionam momentos de alegria aos nossos utentes, que são praticamente todos bastante afetivos», enaltece a dirigente da instituição da Praia da Luz.

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