Grande densidade de dinoflagelados (microalgas) é potencialmente prejudicial para a saúde humana.
Ouvido pelo «barlavento», o Comandante do Porto de Faro, Nuno Cortes Lopes, não sabe, para já, responder qual a origem das algas nem quando reabrem as praias.
«Não é de fácil resposta. Em relação à origem da alga vermelha, quem tem que responder é quem tem responsabilidade sobre a qualidade da água», neste caso, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Segundo Nuno Cortes Lopes, cabe a esta entidade pública «monitorizar o estado das águas da nossa costa. Depois de ter falar com a delegada de saúde e com a Universidade do Algarve, formalmente, escreveu-me a recomendar a interdição da praia a banhos, em face destas microalgas, no entender das análises que foram feitas por eles, que poderão ser prejudiciais à saúde».
Ainda segundo o responsável, «esta mancha de algas que vai desde as praias de Vilamoura (lado Quarteira), apesar de também estarem a aparecer do lado falésia, estendem-se de uma área que chega à ilha deserta».
A situação terá que ser acompanhada e só quando receber informação por parte da APA é que o Comandante do Porto de Faro levantará a interdição.
O comunicado formal foi recebido às 12 horas de hoje, segunda-feira, 17 de junho, embora a mancha tenha aparecido ontem, domingo, 16 de junho, na Praia de Faro.
Para Nuno Cortes Lopes o fenómeno não é inédito, embora bata recordes.
«Estou aqui há três anos e esta mancha vermelha tem vindo aparecer, embora não com esta dimensão e densidade», disse ainda ao «barlavento».
«O problema não é tanto o contacto, mas a ingestão. Se por exemplo, uma criança a brincar, engolir está água saturada, poderá ter problemas. Como medida de precaução, decidiu-se içar a bandeira vermelha. Contactámos todos os concessionários e foi isso que aconteceu. Amanhã veremos se está mais diluído ou não», concluiu.
Esclarecimento da APA
A Agência Portuguesa do Ambiente informa que, através da sua ARH – Administração da Região Hidrográfica do Algarve e em articulação com a Autoridade de Saúde e a colaboração da Universidade do Algarve, desaconselhou ontem, dia 16 de junho, o banho na praia da Ilha de Faro, devido à presença em grande densidade de dinoflagelados (microalgas) potencialmente prejudiciais para a saúde humana.
Em face da deslocação de mancha verificada, que atinge todas as praias entre a denominada «Ilha» de Faro e Vilamoura e a praia da Rocha Baixinha, já no concelho de Albufeira, foi desaconselhado o banho, hoje, dia 17 de junho, nas praias abrangidas.
A situação continua a ser acompanhada por esta Agência e restantes entidades com competência nesta matéria.
Foto: Tiago Duro para o «barlavento».