Centro de Congressos do Algarve coloca Vilamoura no mapa dos grandes eventos europeus

Equipamento surge no lugar do antigo Centro de Congressos do Tivoli Vilamoura, construído em 1990, e entretanto desativado e demolido. Versatilidade é o maior trunfo para atrair todo o tipo de eventos à escala europeia.

O novo Centro de Congressos do Algarve, o «segundo maior de Portugal» já está a operar em modo soft opening e tem por objetivo afirmar-se «como um dos mais modernos e versáteis da Europa», segundo assegurou ao «barlavento» Hugo Gonçalves, diretor residente do Tivoli Marina Vilamoura. Ao todo, foram investidos 10 milhões de euros num espaço versátil e multifuncional, capaz de acolher diversos eventos como jantares de gala, cocktails de negócios, apresentações de novos produtos, ativações de marcas, galas desportivas e sociais, entre muitos outros.

Jorge Beldade, diretor regional de operações, explicou que a nova aposta teve em conta «todo o know-how adquirido ao longo de três décadas para criar de raiz algo que correspondesse verdadeiramente às necessidades identificadas ao longo dos últimos anos. Reinventámos da melhor forma uma nova infraestrutura, com funcionalidade, versatilidade, capacidade e serviços. Isto é algo único, não só no Algarve como na Península Ibérica».

A arquitetura privilegia os espaços abertos, zonas comuns e foyers, permitindo uma subdivisão em 22 salas a partir de 50 metros quadrados. Em termos de preços, é possível arrendar uma sala pequena a partir de 500 euros por dia, ou o salão principal (sala Fénix) com capacidade para 3000 pessoas, por 20 mil euros. Aliás, a totalidade do Centro pode ser reservado em regime de exclusividade. Não há limite para a adaptação do espaço, cujo pé direito tem cerca de 10 metros e quase todas as paredes são amovíveis de forma a facilitar a reconfiguração por medida.

Outro motivo de orgulho para os responsáveis é o amplo rooftop de 2500 metros quadrados com vistas de 300º sobre a marina de Vilamoura e as praias. No total, são 7050 metros quadrados projetados para dar resposta a «autênticas produções megalómanas. Acreditamos que praticamente todas as ideias criativas são passíveis de serem exequíveis», garantiu Jorge Beldade.

A localização estratégica, no coração de um dos melhores resorts turísticos da região algarvia, é outro trunfo que poderá ditar o sucesso. «Vilamoura disponibiliza vários alojamentos de cinco estrelas, o que na prática representa uma grande poupança em termos logísticos, de tempo e dinheiro na organização dos grandes eventos», salientou. Os responsáveis esperam também ajudar a combater a sazonalidade, pois preveem que o pico da ocupação seja «fora da época alta». Para já, o calendário de 2019 «está muito bem composto», garantem.

Uma casa para a cultura

Os responsáveis pelo Centro de Congressos do Algarve querem «potenciar a cultura» na vida deste novo equipamento. E explicam porquê. «Vilamoura tem um tipo de cliente de classe alta e que gosta de visitar o Algarve no âmbito da sua atividade profissional ou em lazer. Queremos dinamizar exposições de arte, concertos de música e espetáculos, durante todo o ano. Mas especialmente no verão, quando temos milhares de pessoas a circular na Marina. Queremos que este espaço se torne num grande atrativo cultural», explicou ao «barlavento»

Jorge Beldade, diretor regional de operações do Algarve. «Precisamos de mais espaços culturais para a família», complementou Hugo Gonçalves, Diretor Residente do Tivoli Marina Vilamoura. A ideia passa por começar a mostrar algumas das obras do vasto espólio de arte da cadeia hoteleira, com diversas peças de artistas como Siza Vieira, Viera da Silva e José de Guimarães.

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