Câmara de Lagoa oferece nova ambulância aos Bombeiros

Continuação do investimento para dar condições à atuação da corporação é um dos objetivos da autarquia, que reforçará ainda em 10 por cento o apoio atribuído.

Uma nova ambulância e um atrelado com bomba de água foram os equipamentos que Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, entregou na segunda-feira, 11 de fevereiro, aos Bombeiros locais. O objetivo é continuar a equipar a corporação com as condições necessárias para cumprir as operações de socorro a que são chamados.

«Neste momento, com esta nova viatura, ficamos bem servidos, porque passamos a ter quatro carros para transporte de doentes em emergências, quer no concelho, quer nos municípios limítrofes, quando é necessário prestar a assistência que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) solicita», esclareceu Joaquim Lima, presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagoa.

No total, a Associação conta com 14 ambulâncias, sendo que a corporação responde a uma média de 250 a 300 serviços de emergência mensais, adiantou Joaquim Lima. Os Bombeiros de Lagoa atuam nas mais diversas situações, desde o transporte de doentes, à emergência e ao combate aos incêndios. Segundo o comandante da corporação Vítor Rio são sempre necessários recursos para que os 50 profissionais, que fazem ainda horas como voluntários, e um número semelhante de voluntários possam cumprir a sua missão.

«Como comandante preciso sempre de mais, mas tenho de acertar as necessidades com o presidente» por causa das verbas, mas agora a corporação fica com mais recursos com esta ambulância e a auto-bomba para responder a eventuais inundações, disse.

O número de chamadas a solicitar esta corporação é semelhante à do ano anterior, mas o comandante afirmou notar que a Estrada Nacional (EN) 125 tem sido palco de acidentes mais graves. «Praticamente não é possível fazer uma ultrapassagem, o que reduz parte dos acidentes. No entanto, quando os há são em grande. Continua a haver acidentes e mais graves e suponho que seja porque as pessoas, quando tentam a ultrapassagem, muitas vezes, já tentam no limite. E, normalmente, quando arriscam e há acidentes, estes são mais graves do que antes», especulou.

A corporação é chamada em diversas situações, sobretudo para as localidades mais próximas, mesmo que estas sejam noutros concelhos. «o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM costuma chamar o corpo de Bombeiros mais próximo. Muitas vezes, chamam-nos mais depressa a nós para irmos a Armação de Pêra, do que à corporação de Silves, porque estamos mais perto», exemplificou.

Como as viaturas e os equipamentos estão sujeitos a grande desgaste e têm uma vida útil menor do que um veículo particular, a corporação e a Associação Humanitária mostram-se satisfeitas com este apoio da autarquia.

E é um investimento para continuar e para ser reforçado, segundo admitiu Francisco Martins, durante a cerimónia de atribuição dos novos equipamentos. «Todos os anos temos vindo a reforçar o apoio que temos dado, quer aos Bombeiros, quer à Proteção Civil, porque nós entendemos que, além dos meios humanos e financeiros, também têm de ter técnicos e equipamentos para apoiar a sua ação na prestação do socorro à população, mas também necessitam de segurança e condições para trabalhar», explicou Francisco Martins. Ainda há pouco tempo a autarquia ofereceu à corporação um novo veículo de comando e comunicações e, este ano, o apoio aumentará em cerca de dez por cento, o que representa um total de meio milhão de euros.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagoa não será a única a receber equipamento, pois esta entidade oferecerá aos Bombeiros de São Domingos, em Cabo Verde, localidade geminada com Lagoa, uma ambulância que, apesar de nova não pode ser utilizada em Portugal.

«Aproveito para agradecer ao presidente da Direção e ao comandante, a oferta da ambulância à corporação de São Domingos. No ano passado, no âmbito da geminação, tive oportunidade de fazer uma visita oficial e levei o comandante da Proteção Civil», para que verificasse in loco as dificuldades naquela zona, contou o presidente da Câmara Municipal de Lagoa.

«Eles debatem-se com problemas em termos de equipamentos. Fizemos esse levantamento e foi por isso que» a Associação resolveu oferecer aquela ambulância, acrescentou. Apesar de estar em condições de circulação e de prestação de socorro, «do ponto de vista da legislação não pode operar cá», esclareceu Francisco Martins.

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