Albufeira recebeu a visita da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que inaugurou o projeto «Ecos», da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira.
O projeto «Ecos – Oficina Ecológica de Cooperação Social», idealizado pela Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, com o apoio do município, foi inaugurado no dia 17 de maio pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que fez uma visita oficial à Santa Casa da Misericórdia de Albufeira.
Nesta visita, a governante fez-se acompanhar por Filipe Almeida, presidente da Portugal Inovação Social, e Francisco Fragoso, diretor regional do Alentejo e Algarve desta entidade, bem como diversos responsáveis regionais e municipais, nomeadamente, a vereadora da Ação Social do município de Albufeira, Ana Pífaro, e o presidente da Câmara Municipal, José Carlos Rolo.
No que toca ao projeto «Ecos – Oficina Ecológica de Cooperação Social», é um conjunto integrado de respostas, que alia a capacitação pessoal e social pela arte, cultura e consciência ambiental. De âmbito concelhio, surge como «uma solução inovadora de respostas diferenciadas ao problema identificado, nomeadamente a pobreza e a exclusão social, consistindo ao longo do projeto num processo de qualificação de indivíduos e famílias».
Tem como destinatários indivíduos não empregados, com baixas condições de empregabilidade, como por exemplo baixas competências pessoais e sociai, pessoas ou famílias com sobre-endividamento e pessoas e empresas com elevado sentido de responsabilidade social e ambiental.
O montante do investimento social total é de 875.475 euros, sendo que o município de Albufeira contribui com 312.691,41 euros ao longo de três anos (de setembro 2020 a agosto de 2023).
Para José Carlos Rolo, «este tipo de projetos de marca vincadamente social são de uma importância extrema, para elevarmos a situação de quem teve ou tem diversas fragilidades na vida e que através do Ecos e outros projetos que temos em marcha no concelho de Albufeira, vai permitir a dignidade de todos os cidadãos. Não encontro nada nem mais justo, nem democrático nem mais humano do que esta forma de estar na sociedade e o município de Albufeira, naturalmente, apoia de modo muito empenhado estas ações que marcam uma mudança no rosto social do século XXI».
Segundo dados da iniciativa «Portugal Inovação Social», o município de Albufeira é o segundo maior investidor social do Algarve, com um investimento de 429.411 euros, ficando atrás de Loulé, e o quarto maior do país.
Em 1º encontra-se o município de Vila Nova de Gaia (investimento de 1.480.118 euros), em 2º, o município do Porto (investimento de 1.007.613 euros), em 3º o município de Loulé e, em 4º, o de Albufeira. Além do «Ecos», contribuem para este resultado os projetos «O Nosso Chão» e «SAPIE-Algarve».
«O nosso chão», projeto da Associação Rés do Chão Cento e Dezanove, que Albufeira apoia desde 2019 e por um período de três anos, com uma verba total 74.340 euros, traduz-se numa ferramenta desenhada para ajudar os professores a transformar a sala de aula num jogo que motiva todos os alunos a aprender a serem cuidadores dos espaços públicos que frequentam.
A iniciativa tem como objetivos pedagógicos aumentar o conhecimento sobre os espaços públicos, aumentar o conhecimento acerca de mecanismos de participação cívica, capacitar para a estruturação e concretização de propostas de qualificação do espaço público, reduzir comportamentos negligentes no espaço público e aumentar as competências de mobilização de terceiros.
Já o «SAPIE – Algarve», da Associação Tempos Brilhantes, conta com um apoio da autarquia no valor total de 36.000 euros, também para um período de três anos, cujo início foi em 2020.
O «SAPIE – Sistema de Alerta Precoce do Insucesso Escolar» é uma solução tecnológica Simplex focada na prevenção do risco de insucesso e abandono escolar precoce.
O projeto sinaliza alunos em risco, pois identifica o risco de insucesso e abandono escolar a partir de indicadores de aproveitamento, assiduidade e comportamento.
Para além disso, traça o perfil de risco do aluno, pois condensa informação crítica relativamente às causas do risco de insucesso escolar.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, «o apoio a estes projetos reveste especial importância na medida em que visa estimular a dinamização do empreendedorismo social, bem como fomentar abordagens locais inovadoras de desenvolvimento social e promover estratégias locais de inclusão ativa, criando um grande valor para sociedade».