Portimonense Sporting Clube forma campeãs de primeira grandeza

Os adeptos do desporto nacional sabem que o Portimonense chegou às meias-finais de uma taça em futebol sénior, embora não houvesse um único «filho da terra» no onze inicial. Contudo, a maioria dos algarvios desconhece que este clube tem outras modalidades, nas quais a juventude local brilha, conquista títulos e municia seleções.

Cerca de 150 jovens, masculinos e femininos, praticam basquetebol em todos os escalões de formação. Pagam 20 euros mensais para treinar e jogar no ginásio da Escola Secundária da Bemposta, afastado do centro populacional, escondido e sem condições para o público poder assistir aos jogos, sempre dependentes das atividades escolares e dos horários do pessoal deste estabelecimento de ensino. Mesmo com estas dificuldades, o Portimonense Sporting Clube esteve representado nas fases finais regionais, em todas as categorias, na presente época.

As raparigas sagraram-se campeãs regionais em sub-16 e sub-19, vitórias que não passam despercebidas ao «barlavento». Talentos escondidos de uma modalidade que se pratica neste clube, de forma descontinuada, desde o início da década de sessenta do século passado. A angariação de praticantes e atletas é feita nas escolas, a partir do minibasquetebol. O boca a boca também é importante para formar as equipas. Rui Lopes é o coordenador técnico de todo o basquetebol feminino e treinador das equipas sub-16 e sub-19. Chegou em 2002, no reinício da modalidade.

Cinco jogadoras do escalão mais jovem também jogam no superior, o que as torna bicampeãs numa só época. Há cinco jogadoras sub-16 do PSC na seleção do Algarve nesse escalão: Joana Lopes, Inês Pacheco, Inês Alcaide, Rita Marreiros e Marta Raposo. Um feito extraordinário, pois proporciona uma equipa inicial.

Joana Lopes, que já treinou com a seleção nacional, foi considerada, este ano, a melhor jogadora do torneio regional, em sub-16. A Inês Pacheco, também sub-16, foi escolhida para o cinco ideal, no seu escalão e em sub-19. Está na lista de observação alargada do selecionador nacional, tal como a Inês Alcaide. Andressa Nascimento arrecadou o título de melhor jogadora do torneio regional, em sub-19.

Todas estas atletas têm o sonho de vir a jogar profissionalmente, mas nenhuma descura os estudos, porque os êxitos desportivos não são fáceis de alcançar para jovens que vivem em zonas afastadas dos grandes centros urbanos. O acesso aos estudos superiores, numa universidade da capital, encurta a distância para os grandes clubes. E é uma das razões porque os clubes algarvios – e não só no basquetebol – obtêm excelentes resultados nos escalões de formação, mas não conseguem formar equipas seniores, necessárias para dar visibilidade às modalidades.

As Festas do Basquetebol Juvenil continuam a ser o grande veículo de observação das atletas que integram as seleções regionais. Iniciaram-se e realizaram-se durante vários anos em Portimão, nas férias da Páscoa. A crise financeira do município de Portimão obrigou à sua deslocação para Albufeira, há três anos. Perdeu-se, assim, um excelente veículo de promoção turística para o mercado nacional e verbas significativas para a hotelaria local.

Categorias
Desporto


Relacionado com: