Sobre nós

O «barlavento» é um semanário fundado em 1975 por Hélder Nunes, em Portimão, no Algarve.

O primeiro número data de 26 de abril de 1975, num tempo em que ainda se vivia a euforia da liberdade.

«Havia a necessidade, nessa altura, de ter meios escritos. Havia jornais que estavam ainda um pouco conotados com o anterior regime que foram desaparecendo», recorda o fundador deste jornal, que o liderou e dirigiu durante quase 40 anos.

No início, o jornal era imprenso a «chumbo», tendo sido o «barlavento» o primeiro jornal a utilizar no Algarve a composição offset, numa fase posterior.

«O jornal era montado aqui em papel transparente e depois seguia para a gráfica na tarifa especial, no último comboio para Lisboa».

Na verdade, não foram poucas as vezes que os planos tiveram que ser levados pela mão de Hélder Nunes a São Marcos da Serra, porque o comboio já tinha passado por Portimão, relembra.
Durante o serviço militar, Nunes interessou-se pela fotografia e pelo cinema e, quando voltou, após ter uma breve passagem pelo negócio da publicidade, decidiu criar um jornal de raiz, de proximidade focado no Algarve.

«A implantação do jornal deu-se com a venda porta a porta», recorda. Com a evolução, o semanário foi criando uma base de assinantes, crescendo, tendo projeção, contando nas suas edições com diversas entrevistas a nomes conhecidos e decisores da região, bem como outros artigos de importância para a população algarvia, quer na economia, na política, na cultura ou no desporto.
O jornal teve ainda uma rádio, da qual se desfez mais tarde. Ao longo dos anos, foi aumentando e diversificando os seus conteúdos, bem como o seu lote de colaboradores, alguns dos quais, ainda hoje escrevem com regularidade.

Refira-se que 2000, deu-se um ponto de viragem, com a necessidade de injetar capital e mais investimento para consolidar aquele que viria a ser a voz de referência na região. «Criou-se um ciclo novo, com novos parceiros».

O «barlavento» então foi comprado pelo Grupo Alicoop/Alisuper (que deteve 90% do capital da empresa proprietária do título), uma nova situação que permitiu investir na contratação de uma redação profissional.

Nesse ano foi também feita uma profunda reformulação gráfica, tendo a empresa procedido ao relançamento do jornal através de uma forte campanha publicitária.
Em maio de 2003, o jornal sofreu outra reformulação gráfica, um pouco mais ligeira, que primou pelo refrescar da imagem e pela atualização do seu logótipo. Foi feita com o objetivo de acompanhar a evolução, tanto dos leitores como do próprio mercado.

O reconhecimento de todo este trabalho veio em 2005, com a conquista de um dos maiores galardões a nível nacional, atribuído pelo Clube de Jornalistas e, entregue pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Na altura, já o júri distinguia este semanário por produzir «uma informação viva e diversificada, atenta à realidade política, económica, social e cultural da região algarvia e, independente dos poderes locais», sublinhando também a «linha gráfica moderna e atrativa».

Nesses novos tempos, já os computadores eram o principal instrumento de trabalho, como continuam a ser hoje.

O futuro do jornal impresso, na opinião do fundador, continuará a ter importância, pois «os jornais, depois de impressos, são documentos que não podem ser apagados, manipulados, deslocados e tudo o mais que o virtual permite – são um produto responsável, onde predomina a deontologia e os responsáveis são conhecidos. São produtos profissionais, onde o trabalho é feito cara-a-cara. São o registo da história e das estórias com base nos factos. Onde não há o anonimato, porque todos os textos são da responsabilidade de quem os escreve, sendo o diretor o responsável pela sua edição. É um documento que passa de mão em mão, que não esconde segredos, não tem password e tem cheiro, coisa que as máquinas não têm».

Ainda assim, é também em 2005, o jornal lançou a sua edição online, marcando de novo a sua posição no panorama regional, apostando na atualização diária e profissional de diversos conteúdos. À época o site era moderno e estava em permanente atualização.

No início desse ano, o «barlavento» foi distinguido com o primeiro lugar do Barómetro Martes/ Estudo Bareme Imprensa Regional 2004/2005, atingindo 6,9% de audiência. Foi também considerado o mais lido pelos jovens e pelas classes A e B, este estudo analisa as audiências de imprensa a nível nacional e é produzido pela empresa Marktest.

Ainda no âmbito deste estudo, concluiu-se que o jornal detém cerca de dois terços de leitores assíduos que pertencem a segmentos de mercado com maior poder de compra e de decisão e que 28,9% dos leitores situam-se entre os 25 e os 34 anos; 21,6% têm entre 35 e 44 anos; e 20,4% entre 45 e 54 anos.

Primando por um jornalismo de referência na região, o «barlavento» é, ainda hoje, considerado como um dos melhores jornais, publicados em papel e ininterruptamente, da imprensa algarvia, sendo profundamente regionalista e noticioso.

Este jornal, no início optou por publicar artigos de grande interesse para o estudo público político, social e económico da região, sendo, contudo, em menor número as peças de caráter cultural.
Neste momento, mantém um grande número de assinantes, graças à sua qualidade jornalística e ao seu aspeto gráfico, características que sempre fidelizaram os seus leitores. A aposta na sua divulgação e a estratégia de apoio a iniciativas de carácter cultural e desportivo na região são outras mais-valias para a maior visibilidade desta publicação.

No entanto, a partir de 2008, os sucessivos problemas do grupo Alisuper e o degradar da situação socioeconómica em Portugal e na Europa, culminaram na insolvência desta empresa de distribuição e comercialização de bens alimentares, e a consecutiva quebra das receitas de publicidade, devido à crise económica, levou a que houvesse dificuldades na sobrevivência do jornal.
Funcionando em autogestão e com pesados encargos devido à estrutura redatorial profissional, os problemas levaram à saída da equipa de colaboradores, em 2011.

Seguiu-se um processo de insolvência da empresa Mediregião, que detém o título «barlavento», tendo sido aprovada em Tribunal a reestruturação da empresa.
Em junho de 2014, o jornal acabaria por vir a ser comprado pelo grupo «Open Media». A ideia dos atuais proprietários do grupo é consolidar agora um jornal mais dinâmico, ganhando mais terreno na plataforma online, utilizando mais conteúdos exclusivos e próprios.

Em 40 anos muito mudou e muito mudará ainda, mas a essência «barlavento» esteve e estará sempre presente, com o rigor, o jornalismo de proximidade, a tentativa de ser melhor, não perdendo a humildade.

Outros aspetos relevantes

O «barlavento» segue uma organização clássica, sendo constituído por três departamentos, a Redação, administração/publicidade e o grafismo/paginação.

A sede situa-se atualmente em Lagoa, no edifício-mãe do grupo Open Media depois que ter estado quase 41 anos em Portimão, 15 dos quais, na Praia da Rocha.
O fecho da edição do «barlavento» é à terça-feira, pois o jornal sai à quinta-feira.

Por ter um grande número de assinantes, é necessário um dia para que seja distribuído pelos correios. Não faria sentido que o jornal fosse colocado às quartas nas bancas, mas só chegasse a casa dos assinantes na quinta-feira. Este método coloca todos os leitores em pé de igualdade.

A edição online mantém a sua linha editorial e é atualizada todos diariamente, com as notícias mais relevante e de maior interesse. Este é um dos pontos de investimento, com o lançamento da renovação do site, tornando-o mais atrativo, apelativo e um motor de conteúdos exclusivos, complementando a edição imprensa.

O «barlavento» orgulha-se de cultivar uma forte relação com o exterior, tanto com instituições, Câmaras Municipais, associações culturais, autoridades, entre outras entidades com quem interage.
A edição impressa tem uma tiragem de 3500 exemplares por semana, os quais são vendidos, não só no Algarve, mas também em outras cidades fora da região. A grande parte do seu readership são os assinantes, havendo, espalhados por diversos pontos do mundo.

O grupo OPEN MEDIA

A equipa e a gerência das filiais do grupo Open Media em Portugal têm-se dedicado ao mercado editorial das publicações periódicas desde meados dos anos 1980, e contam, no seu conjunto, com uma grande experiência acumulada.

O grupo opera hoje um conjunto de empresas subsidiárias em Portugal e tem expandido a sua atividade em vários mercados estrangeiros, através de parcerias e consórcios (joint-ventures).
As publicações produzidas pelo grupo Open Media estão fundadas por um princípio de conhecimento profundo e respetivos destinos juntamente com know-how internacional.
Entre os diversos títulos que detém, além do semanário regional «barlavento», destacam-se o semanário em língua inglesa «Algarve Resident», as revistas «Essential», «Vivre Portugal» a primeira no mercado português especialmente dirigida ao público francês que tem vindo a mudar-se para Portugal, a revista mensal alemã «Enteken Sie Algarve» ou as gratuitas «Inside», publicadas no Algarve em formato bilingue. No seu conjunto, tudo títulos que primam pela qualidade gráfica e editorial.

Bruce Hawker, o CEO do grupo começou a sua carreira no mercado publicitário, passando seguidamente a dedicar-se à edição de publicações e mais tarde, ao negócio do design e publicidade, tento trabalhado em muitos projetos de referência em Portugal, durante a década de 1990.
Regressou ao mundo editorial em 2000, com o lançamento da revista «Essential Algarve». Hoje lidera e supervisiona a expansão do grupo Open Media em novos mercados, função que acumula com o seu papel de gestor e CEO da empresa.

O grupo Open Media está a expandir a sua atividade a novos mercados internacionais. O modelo de negócio baseia-se, principalmente, na maximização de sinergias para adaptar o conceito de revista de destino de luxo (luxury destination magazine) do título «Essential» a novos locais, para além dos já existentes.