CHUA ainda espera autorização para contratar novos enfermeiros

Nuno Manjua, dirigente do SEP no Algarve.

O Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) perdeu a 1 de fevereiro cerca de 40 enfermeiros para os Centros de Saúde, por via de concurso, denunciou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), na semana passada. Em reunião com esta estrutura sindical, a administração do CHUA informou que pediu autorização para contratar novos enfermeiros, mas que «até hoje» esta não foi dada.

As garantias públicas do ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes de «que os enfermeiros seriam substituídos redundem em zero», acusa ainda o SEP. A delegação regional deste sindicato recordou ainda que «alertou o primeiro-Ministro António Costa para a situação de saída dos enfermeiros e para as consequências, caso estes não fossem substituídos, em Faro, a 12 de janeiro, a quem foi entregue um documento» que resume estas questões que têm vindo a ser assinaladas pelo SEP. Em resposta, o governante informou ter enviado esse documento para o ministro da Saúde.

Agora, após um mês sem qualquer resposta e com menos profissionais de enfermagem no CHUA, o SEP considera que «o governo e o ministro da Saúde parecem querer trilhar o mesmo caminho dos anteriores governantes fazer mais com menos».

O plano de contingência foi ativado com aumento de camas em alguns serviços, abertura de camas no Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, mas com menos enfermeiros. O CHUA está impedido de avançar com projetos no domicílio com garantia de mais segurança aos doentes por não ter enfermeiros, descreve a direção regional do SEP liderada por Nuno Manjua.

Este posicionamento do Ministério da Saúde começa a ter contornos de estratégia mal-amanhada para criar obstáculos à passagem dos enfermeiros a Contrato Individual de Trabalho para as 35 horas e, caso se mantenha, o SEP agendará um plenário com os enfermeiros para decidir formas de luta, avisa este dirigente.

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