ARS do Algarve anuncia reforço de 65 enfermeiros, mas sindicato diz que a «região mantém carências»

12 dos 65 enfermeiros colocados no Algarve no âmbito do procedimento concursal nacional, referente ao Aviso 10946-A/2015, para o recrutamento de profissionais da carreira especial de enfermagem, foram recebidos esta quinta-feira, 21 de dezembro, na sede da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, pelo presidente do conselho diretivo Paulo Morgado, para formalizarem a celebração de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado com a ARS Algarve, sendo que os restantes serão recebidos no decorrer do próximo mês de janeiro de 2018.

A integração destes enfermeiros nas equipas das diversas unidades de saúde dos três Agrupamentos de Centros de Saúde (Barlavento; Central e Sotavento) e da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD) da ARS Algarve, está inserida na estratégica assumida pelo Conselho Diretivo da ARS Algarve, com vista a reforçar a prestação de cuidados de saúde de proximidade a toda a população algarvia.

No decorrer da sessão de boas-vindas, o presidente da ARS Algarve, assegurou que terão todo o apoio e acompanhamento necessário da parte dos serviços da ARS Algarve e dos ACES para, em conjunto, continuarmos a melhorar, não só o apoio domiciliário, mas também, reforçar a aposta em projetos de prevenção e promoção da saúde junto da população e assim obter cada vez mais ganhos em saúde e aumentar a confiança no Serviço Nacional de Saúde.

Neste concurso foram publicitados a nível nacional 774 postos de trabalho para integrarem os mapas de pessoal das cinco administrações regionais de saúde, sendo que as 65 vagas colocadas a concurso para região do Algarve foram totalmente preenchidas.

Região mantém carências e tutela «tem de assumir compromissos» diz SEP

A delegação regional do Sindicato do Enfermeiros Portugueses (SEP) considera, contudo, que «com o pico da gripe a aproximar-se, o Algarve não tem o numero suficiente de enfermeiros para dar resposta».

«A ARS do Algarve anunciou o preenchimento de 65 postos de trabalho de enfermeiros, decorrente de um concurso nacional para 774 vagas. É Insuficiente por duas razões. A primeira porque alguns destes enfermeiros já desempenhavam funções nos Centros de Saúde Algarvios em regime de mobilidade. Apenas consolidaram agora o seu posto de trabalho. A segunda porque necessitariam 146 de acordo com as fórmulas de cálculo de pessoal», denuncia o SEP em nota de imprensa.

O Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) «perderá em janeiro/fevereiro cerca de 40 enfermeiros por via do referido concurso, dificultando ainda mais a resposta às necessidades que anualmente se prevê nesta altura. Em reunião com o novo concelho de administração do CHUA, o SEP propôs um aumento do mapa de pessoal para 1800 enfermeiros (em maio deste ano trabalhavam 1452). Número que a administração considerou adequado», lê-se ainda na nota do SEP.

Para minimizar os problemas que se anteveem, «impôe-se que o Ministério da Saúde autorize a contratação imediata de enfermeiros para o CHUA e que abra procedimento concursal para admissão de enfermeiros na ARS Algarve, de acordo com compromissos anteriormente assumidos. Estando legislado o Plano de Contigência de Saúde Sazonal (Módulo Inverno entre outubro e abril) é inadmissível que até ao momento o Ministério das Finanças ainda não tenha autorizado a contratação de nenhum enfermeiro», lamenta ainda o SEP.

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