Algarve tem menor custo com doenças reumáticas do país

Um estudo apresentado no XVIII Congresso Português de Reumatologia, que se realizou entre 4 e 7 de maio, no Tivoli Marina Vilamoura, revelou que a região algarvia é a que tem os valores mais baixos, a nível nacional, no que toca ao custo indireto das reformas antecipadas provocadas pelas doenças reumáticas.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, que organizou este evento médico, as reformas antecipadas, devido a doenças reumáticas, têm um custo indireto estimado em 910 milhões de euros por ano.

A pesquisa, baseada nos dados recolhidos no primeiro estudo epidemiológico nacional (EpiReumaPt) envolveu 10661 inquiridos e analisou os dados de indivíduos entre os 50 e os 65 anos, próximos da idade oficial de reforma em Portugal (29,9 por cento do total). O Algarve apresentou os valores mais reduzidos (15 milhões de euros, 244 euros per capita e 1014 euros por doente com doença reumática).

No entanto, esta região apresenta também elevados níveis de sub-diagnóstico no que toca às doenças reumáticas. Esta afirmação, segundo os responsáveis pelo estudo, é confirmada pela «enorme diferença entre os doentes que revelaram sofrer de uma doença reumática (24,1 por cento) e os que tiveram a sua patologia confirmada por observação médica (74,2 por cento)».

De acordo com esta pesquisa, as mulheres são quem mais contribui para este valor, representando 84 por cento da amostra, ou seja, 766 milhões de euros (882 euros per capita versus 187 euros para os indivíduos do sexo masculino).

O estudo apurou que a maior parte dos doentes (39 por cento, representando 356 milhões de euros) vivem em Lisboa e Vale do Tejo, zona que detém também o custo mais elevado per capita (759 euros e 1997 euros por doente com doença reumática), seguindo-se as regiões norte e centro.

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