AISMA combate preconceitos sobre saúde mental com palestras

A Associação de Intervenção na Saúde Mental do Algarve (AISMA) iniciou, no sábado, 4 de março, o ciclo de palestras «Não há Saúde sem Saúde Mental», na Junta de Agricultores da Junqueira, no concelho de Castro Marim.

A estreia desta iniciativa ficou à responsabilidade dos dois oradores enfermeira Célia Brito e psicólogo clínico Victor Hugo Palma, que são também associados fundadores da AISMA. A ação, que contou ainda com o apoio da Junta de Freguesia de Castro Marim, contou com uma plateia participativa.

Para Victor Hugo Palma, «o estigma dirigido ao doente mental pode ter origem num conjunto de falsas crenças, no medo do desconhecido, na falta de informação e esclarecimento das diversas psicopatologias». «As pessoas devem ser tratadas como seres humanos e não como a doença da qual são portadoras e pelo estigma a ela associado», defendeu o psicólogo clínico.

«Com este ciclo de palestras pretende-se combater o estigma, desconstruindo estereótipos e preconceitos, informando e esclarecendo a comunidade que, as doenças mentais, podem afetar qualquer pessoa, em qualquer momento do percurso de vida, independentemente da idade, género, habilitações literárias ou profissão», explicou a AISMA.

Embora possam causar mais sofrimento e incapacidade do que qualquer outro problema de saúde, as doenças mentais são passíveis de tratamento, sendo que a maioria dos doentes recupera a anterior condição, esclareceu a associação. Assim, «quer sejam temporárias ou permanentes, estas devem ser encaradas» como doenças físicas.

A pessoa com doença mental não representa, pelo facto de ser portadora desta condição, um perigo acrescido para a família ou comunidade onde está inserida. «Não é mais violenta, preguiçosa, instável ou menos inteligente, e, assim sendo, deve ser tratada de forma adequada», sublinhou a associação.

A AISMA, que pretende ser uma referência na saúde mental do Algarve, tem como objetivos a reabilitação psicossocial da pessoa com experiência de doença mental severa, a reintegração na comunidade e o apoio ao cuidador informal e à família.

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