Afinal, o que trata a Medicina Hiperbárica?

A Medicina Hiperbárica utiliza oxigénio puro em ambiente hiperbárico, ou seja, em condições de pressão superiores à pressão atmosférica medida ao nível do mar. Este tipo de terapia começou por ser utilizado no tratamento das doenças de descompressão dos mergulhadores, mas hoje tem uma aplicação muito alargada, sobretudo em situações cujos efeitos fisiológicos se relacionem com processos infeciosos, cicatrizantes, isquémicos ou edematosos. A Medicina Hiperbárica dedica-se ao estudo e ao tratamento das doenças que possam melhorar com a exposição a elevadas pressões ambientais ou a exposição ao oxigénio molecular, englobando desta forma a terapêutica hiperbárica e a oxigenoterapia hiperbárica.

A primeira diz respeito à inalação de ar e de misturas gasosas respiráveis hiperoxigenadas a uma pressão superior (geralmente 2 a 3 vezes) à pressão atmosférica medida ao nível do mar; a segunda é um tipo de tratamento baseado na inalação de oxigénio puro em ambiente hiperbárico.

As primeiras utilizações terapêuticas de oxigénio por via respiratória remontam ao século XVIII, apesar de só no século XX ter ocorrido a sua introdução na prática clínica, com bases científicas rigorosas. Foram necessários muitos ensaios clínicos para se compreender que o oxigénio inalado no seu estado puro e em ambiente hiperbárico, possui a capacidade de um fármaco com múltiplas propriedades: anti-isquémico, anti-hipóxico, anti-edematoso, pró-cicatrizante e anti-infeccioso, neste último caso com um comportamento de verdadeiro antibiótico.

Os melhores benefícios da oxigenoterapia hiperbárica observam-se na intoxicação por monóxido de carbono, no acidente descompressivo do mergulho, na embolia gasosa, nas infeções bacterianas, nas lesões do pé diabético e outras úlceras isquémicas, na surdez súbita, entre outras condições.

A câmara do Hospital Particular de Alvor é do tipo multi-place pois tem a capacidade para o tratamento até sete pacientes simultaneamente, permitindo ainda que o médico e o enfermeiro estejam presentes dentro da câmara para assistência no caso de alguma eventualidade.

Para casos mais críticos, a câmara encontra-se equipada com um ventilador e um sistema de monitorização de sinais vitais, similares aos que se encontram em qualquer unidade de cuidados intensivos, mas concebidos para servem utilizados em meios hiperbáricos.

A pensar no conforto dos pacientes, a câmara possui também um sistema de aquecimento e ar condicionado e para maior comodidade foi instalado no seu interior um sistema de entretenimento de vídeo e rádio, tornando o tratamento numa experiência agradável.

Até ao momento já foram assistidos casos muito variados, cujo desfecho em algumas situações foi sensacional, superando até as melhores expetativas.

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