Rui André exige melhorias na EN266

Presidente da Câmara Municipal de Monchique aproveitou a deslocação do ministro do Planeamento e das Infraestruturas Pedro Marques para pedir arranjos na principal via de ligação do concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Monchique Rui André quer ver melhorias implementadas na Estrada Nacional 266, que liga o centro da vila a Portimão. Essa foi uma das reivindicações que o autarca apresentou a Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, por ocasião da deslocação do governante ao concelho serrano, a 20 de janeiro.

«Queremos ter mais competências para conseguirmos gerir melhor este território. Mas há uma área da competência do governo, que é a Estrada Nacional 266. O senhor ministro veio cá por essa estrada», ilustrou Rui André para iniciar o pedido. A via que estreita as comunicações entre Portimão e Monchique, está «concessionada às Rotas do Litoral e tem sido um pouco votada ao abandono nos últimos tempos», lamentou o autarca.

Alertando o governante com a tutela, o edil explicou que seria essencial um «olhar atento» ao estado atual desta via, até porque Monchique «é o segundo concelho mais visitado em termos turísticos». A EN266 é a principal artéria que impulsiona a economia local e é atravessada, todos os dias, por muitos residentes que trabalham no concelho serrano ou no litoral.

«É importante que esta estrada fosse, não só o que é hoje, uma via de comunicação e de ligação com o exterior, mas que pudesse ser também melhorada, de forma a resolver muitas das suas patologias», afirmou Rui André.

A ideia do autarca é poder maximizar o potencial desta estrada, criando «uma espécie de rota turística para que não fosse só apetecível visitar Monchique, apreciar as mais valias do concelho, mas também a própria subida à serra», tornando-a mais agradável, justificou.

E foram vários os argumentos usados para persuadir o ministro Pedro Marques. Por um lado, o aumento da dinâmica turística que aqui pode encontra disponíveis quatro produtos base nos quais o concelho tem investido – gastronomia, saúde e bem-estar, cultura e natureza – e por outro, o incremento do cycling.

«É muito habitual encontrarmos ciclistas ao longo da via, por isso, esta estrada pode, no futuro, passar a ser uma estrada perigosa. Queríamos de antemão preparar um projeto. A Câmara Municipal de Monchique está disponível para fazer parte de uma solução, dentro das capacidades e competências que tem, com vista a melhorar aquele traçado», defendeu Rui André.
A otimização passaria por corrigir situações técnicas, mas também por passar a ser um elo de ligação às dinâmicas sociais e económicas do concelho, quer a nível de segurança, quer no que toca a tornar a viagem agradável para todos.

«Temos assumido um papel importante de eixo em potenciar novas ideias de negócio e maximização do saber-fazer que se encontrava no seio familiar (agroalimentares). Somos um concelho exportador, com grande potencial de crescimento e um ativo importante para a região a nível económico e turístico», disse.

Rui André defende ainda a utilização de circuitos curtos, tendo explicado ao ministro que o problema que encontra no dia a dia não será tanto as portagens e a EN125, mas o facto da autoestrada cortar o Algarve em duas sub-regiões.

«Toda a serra algarvia é ainda hoje muito representativa de grande capacidade produtiva de qualidade e genuína, que o Algarve Litoral precisa nos hotéis e restaurantes. Seriamos a região mais sustentável da Europa se soubéssemos perceber isso. Ou seja, a criação de circuitos curtos, passando a Via do Infante para o lado de lá com os nossos produtos… Se calhar não precisávamos de fazer tantos esforços de exportação, de investir mais dinheiro, porque tínhamos aqui capacidade de escoar o que produzimos», concluiu o autarca.

Por fim, Pedro Marques foi parco nas palavras acerca deste assunto, tendo afirmado apenas que «2016 foi espetacular a todos os títulos na região, em particular no turismo. Pela nossa parte, tudo faremos para suportar essa dinâmica da região. Estamos a trabalhar para que isto aconteça com intensidade, mas, para que a região se continue a desenvolver, há investimentos de carácter mais estruturado que têm que ser realizados e há uma estratégia de promoção da região que tem que ser implementada. O ciclismo é uma das prioridades da tutela da área do turismo», defendeu.

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