PCP manifesta-se contra fecho de agência da CGD em Portimão

Balcão encerra portas no início de maio, mas há clientes que ainda não conhecem esta decisão. No Algarve, são quatro os que encerram portas.

A pressa de entrar para serem atendidos ou a estranheza de ver um grupo a protestar junto à porta da agência da Caixa Geral de Depósitos, na Avenida 25 de Abril, levou a que a maioria das pessoas questionasse o que se estava a passar, na manhã desta segunda-feira, 10 de abril.

A verdade é que muitos não sabem que o balcão da Quinta do Amparo é uma das 61 agências que encerra no início de maio. No Algarve há mais três, nos concelhos de Lagos (Ameijeira), Vila Real de Santo António (Monte Gordo) e Faro (Gambelas).
A manifestação promovida pelo Partido Comunista Português (PCP) serviu, sobretudo, para informar estas pessoas, mas foram poucos os que se prestaram a juntar-se à luta. Ao «barlavento», Rui Sacramento, militante do PCP e ex-vereador na Câmara Municipal de Portimão, explicou que «esta concentração foi feita ao apelo do PCP».

Os militantes consideram que «a área que serve e os múltiplos serviços prestados» levam a que o balcão deva permanecer de portas abertas. Ainda mais, porque a maioria dos clientes são idosos e reformados «que já têm dificuldade em se movimentar», justificou Rui Sacramento. Caso o encerramento se concretize, estas pessoas têm que se deslocar à agência mais próxima, que fica na zona ribeirinha, junto à Praça Manuel Teixeira Gomes, a quase dois quilómetros de distância. «Vão aumentar o volume» do balcão na baixa «que já é bastante grande», resumiu o militante do PCP. A outra opção será deslocarem-se até à Praia da Rocha, também a dois quilómetros, mas no sentido oposto. Serão duas agências para servir uma freguesia que tem mais de 45 mil habitantes. O problema é que, segundo o «barlavento» apurou ainda durante a manifestação, há rumores que, numa segunda fase, o balcão da Praia da Rocha também encerre.

Ao lado, uma manifestante acrescentou que «apesar de não ter uma conta aberta na Caixa Geral de Depósitos, o multibanco é muito útil» para pagamentos e levantamentos. É que a avenida, uma das artérias onde vivem e se movimentam muitas pessoas, apenas tem outro multibanco, uns metros mais abaixo, de uma dependência de outro banco.

Crítico em relação a estas decisões, Rui Sacramento acusa os responsáveis de estarem a levar a cabo «encerramentos cegos sem levar em consideração os devidos locais e a quem eles servem».

No mesmo dia, também uma concentração em Monte Gordo, a Sotavento, reclamou igual direito. «O encerramento, a concretizar-se, penalizaria a população, em particular os mais idosos com baixos rendimentos e sem meios de deslocação, e as micro e pequenas empresas da freguesia», sublinhou o PCP. Esta é uma das duas únicas dependências bancárias de Monte Gordo, contribuindo para descongestionar a de Vila Real de Santo António.

O PCP já questionou também o Ministério das Finanças, através do deputado Paulo Sá, pois quer saber como justificam esta decisão, se foram avaliados os impactos deste fecho para a população e empresas, se serão acautelados os postos de trabalho e os direitos dos empregados destas agências, bem como quais as medidas que o governo tomará para mantê-las abertas.

Militantes abandonam PSD em Castro Marim
A escolha do social-democrata Francisco Amaral, presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, para concorrer ao mesmo lugar nas eleições autárquicas, a 1 de outubro, continua a gerar controvérsia. «Dezenas de militantes do PSD de Castro Marim», alguns com mais de 20 anos de militância, «incluindo vários dirigentes da secção, estão a desfiliar-se do partido com a entrega do cartão de militante a Pedro Passos Coelho», abandonando aquele partido «em protesto» para com as comissões políticas regionais e nacionais, que apoiaram a recandidatura de Francisco Amaral.

A concelhia acusa ambas de «usurpação das competências», por terem escolhido aquele candidato em detrimento de José Estevens, nome que reuniu consenso na concelhia «por unanimidade». É uma forma de mostrar «profunda mágoa e grande desalento», resume o PSD local.

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