João Matos Fernandes anuncia fundo ambiental e dragagens na Fuzeta e Alvor

Na sequência da passagem das tempestades Emma, Félix e Giselle, João Matos Fernandes deslocou-se ao Algarve na quarta-feira, 14 de março, para se inteirar dos prejuízos causados pelas intempéries. O governante esteve nos «três pontos mais críticos» – Praia dos Três Irmãos (Portimão); ilha da Fuzeta (Olhão) e Praia de Faro. No final da visita, reuniu na Associação de Municípios do Algarve (AMAL), onde anunciou a disponibilidade de um fundo ambiental de 250 mil euros, para ajudar a comparticipar as reparações no litoral. A prioridade do Ministro do Ambiente é que as praias tenham os acessos reparados a tempo das férias da Páscoa. «Há estragos de pequena dimensão que têm de ser rapidamente reparados», disse aos jornalistas, na ilha da Fuzeta, onde o temporal danificou a estrutura do pontão que serve as carreiras. Só em Albufeira, o ministro contabilizou os estragos na ordem dos 110 mil euros. «A tempestade Felix trouxe areia para as praias e a nossa expetativa é que se continuem a recarregar naturalmente», disse ainda. João Fernandes garantiu o arranque de «duas empreitadas antes do verão. Uma é a dragagem da barra da Fuzeta, que está neste momento à espera de visto do Tribunal de Contas. A nossa previsão é que começa em abril. Ainda durante o mês março assinaremos o contrato para a dragagem da Ria de Alvor, que alimentará praias muito carentes, como é exemplo, a Prainha». Questionado sobre se o governo encara alguma estrutura de proteção das ilhas-barreira da Ria Formosa, o ministro disse nada poder fazer. «A riqueza biológica das ilhas-barreira é também resultado da sua própria fragilidade. São de facto uma duna avançada. Nós já sabemos que com pontões não conseguimos proteger costa nenhuma. Os que existem vão ser melhorados, sem serem expandidos ou aumentados. Aquilo que vamos fazer é colocar nas praias é aquilo que elas mais precisam, areia e não pontões», respondeu. «Queremos fazer é usar métodos de engenharia natural. Só em casos muito pontuais e para proteger pessoas e bens poderemos recorrer a soluções mais duras», disse ainda.
Confrontado com dúvidas sobre a utilidade das intervenções da sociedade Polis e sobre a aplicação das verbas, o ministro considera que se as empreitadas não tivessem sido feitas, os estragos teriam sido maiores. «Os investimentos foram bem feitos. Se nós não tivéssemos já posto a areia na Praia do Barril, a partir da barra da Armona, teria sido pior. Não há soluções definitivas para aquela que é a parcela de todo o continente europeu e que está mais sujeita às alterações climáticas», afirmou. João Matos Fernandes destacou ainda o trabalho continuado que tem vindo a ser realizado para «adaptar estes territórios para um conjunto de agressões que não têm fim previsível».

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