Jardim da Alameda e mata do Liceu renovados até 2021

Autarquia tem projetos para melhorar os principais espaços verdes da cidade até 2021. Investimento global ascende a 1,4 milhões de euros.
Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro e o arquiteto paisagista José Brito, durante a apresentação dos projetos à imprensa, na quinta-feira, 14 de junho.

«São remendos atrás de remendos. O somatório é um drama». Foi assim que José Brito, arquiteto paisagista responsável pela conceção do projeto de requalificação do oitocentista Jardim da Alameda, descreveu o atual estado daquele espaço, aliás, um cenário bem conhecido dos farenses.

Tanto assim é que Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro admitiu que a opção «foi fazer uma grande intervenção» para resolver «a amálgama de problemas». O plano foi apresentado aos jornalistas na quinta-feira, 14 de junho, ao abrigo da iniciativa «Faro Positivo», desta vez dedicada ao investimento municipal em curso no concelho.

Ainda segundo José Brito, há 16 anos houve uma intervenção na Alameda, mas falhou, «basicamente, sempre por falta de manutenção». Desta vez, o plano é mais profundo. Prevê a substituição do pavimento nos eixos de circulação pedonal por um material mais adequado aos dias de hoje, novos circuitos para caminhar e iluminação de última geração, que servirá de cenário noturno. O mobiliário urbano será substituído, assim como o «património arbóreo envelhecido».

Orçada em 650 mil euros (mais IVA), a empreitada inclui ainda um parque infantil «imaginativo e interativo ao nível psicomotor», um parque geriátrico «relocalizado e reapetrechado» e a transformação do antigo campo de basquetebol em plataforma multifuncional, capaz de acolher eventos. Serão também construídas novas casas de banho. Haverá dois espaços temáticos que pretendem homenagear o pedagogo João de Deus, denominados «Campo de Flores» e «Folhas Soltas».

Na calha, está ainda a reabilitação da mata do Liceu, que rodeia a Escola Secundária João de Deus, obra que custará 750 mil euros (mais IVA).

«A mata é um caso diferente. Foi feita em 1930/40 e era o enquadramento de um edifício público. Não era utilizada. Entretanto, as zonas urbanas começaram a crescer e a mata começou a ter alguma atratividade», explicou José Brito, que também será responsável pelo novo layout daquele espaço. Segundo o arquiteto, nos anos 1990, a autarquia fez uma intervenção «com determinada conceção, que era a correta para a altura. Fizeram-se caminhos em terra batida Foi um êxito, mas aumentou muito a carga humana. A manutenção começou a falhar, e tudo entrou em colapso», admitiu.

No futuro, «vai ter uma componente mais urbana, de espaço público. Procurou-se também diversificar o que está lá, recuperar o grande relvado, do tamanho de dois campos de futebol. Será uma zona de fresco. E uma nova estrutura de caminhos. Um principal, largo, e um outro secundário, mais desportivo». Haverá um trilho para corrida, já que a volta ao perímetro são cerca de 1000 metros. Serão ainda criadas pequenas bacias e poças de retenção de água da chuva, de vida muito curta, que evitarão a terra escorrida e a erosão do solo, um problema que tem a ver com o relevo inclinado.

A ideia principal do plano para a mata é «quebrar a monotonia», com um anfiteatro multiusos, espaços informais para a prática de street workout, um «espaço aventura», capaz de cativar várias faixas etárias. Brito quer ainda «dar visibilidade à Ermida de Santo António do Alto que ficou escondida e de relações cortadas com a cidade». Será aumentado o adro em calçada, para dar «dar uma nova fachada» a este património.

Questionado sobre prazos, o autarca farense previu que, contando com a preparação de cadernos de encargos e o lançamento dos concursos, que deverão precisar de visto do Tribunal de Contas, as obras no terreno «nunca iniciarão antes do final do próximo ano, possivelmente no início de 2020», sendo o prazo de execução de nove meses. «2021 é a programação que temos para isto», admitiu Rogério Bacalhau aos jornalistas. «Aquilo que se vai fazer é uma intervenção condigna, que vai deixar os dois espaços bem referenciados, por valores que do nosso ponto de vista são razoáveis em função de outros investimentos que vamos fazer», estimou.

Associado a cada um destes espaços haverá um plano de manutenção e gestão entregue pelo projetista. Assim, os técnicos da autarquia saberão o que fazer, como e quando, de forma a manter as intervenções em «condições aceitáveis» evitando os erros do passado e as negligências do presente.

Parque das Cidades com novo Centro de Treinos

Resultado da crescente procura do Algarve para estágios desportivos de futebol e da insuficiente oferta de infraestruturas do género na zona, e também a pensar nas necessidades das equipas locais, está a avançar no terreno, desde fevereiro, a construção de um novo complexo desportivo, promovido pela Associação de Municípios Loulé/Faro. O equipamento pretende ser um complemento da oferta existente no Parque das Cidades, em relação direta com o Estádio Algarve (imediatamente em frente).

O Centro de Treinos terá dois campos de futebol de 11 e um de futebol de 9 (uma nova tendência desportiva), ambos em relva natural e equipados com seis postes de holofotes de 20 metros de altura, sendo alguns partilhados e dirigidos, de forma a iluminar os treinos na extensão total dos três campos.

Em paralelo está a ser construído um edifício de apoio, simples, de betão à vista e arquitetura funcional e contemporânea, com quatro balneários para equipas, dois para treinadores, áreas técnicas e multifuncionais. Prevendo a possibilidade futura de acolher eventos como apresentações à imprensa, pequenas festas, ou outros, a estrutura terá instalações sanitárias públicas. Todos os espaços interiores habitáveis serão iluminados de forma natural através de clarabóias na cobertura. Desta forma, não são necessárias janelas tradicionais, o que protege a privacidade das equipas profissionais e dos seus atletas. Este novo complexo terá também uma área de estacionamento privativo com capacidade para seis veículos ligeiros e dois autocarros. O empreiteiro é a Opway Engenharia, sendo o investimento estimado em 1,25 milhões de euros.

Polidesportivo avança na Conceição de Faro

Em resposta a uma antiga reivindicação da população, a construção do Polidesportivo da Conceição de Faro já está a avançar num loteamento municipal que até aqui era utilizado como parque automóvel.
Considerando o enquadramento paisagístico, a construção vai contribuir para a continuidade da estrutura verde entre a área de intervenção e a zona envolvente através de arborização alinhada contígua à infraestrutura, proporcionando um espaço agradável onde se podem desenvolver atividades ao ar livre. A área de jogo será revestida com pavimento em resina acrílica com marcação de linhas destinadas ao futebol de salão, andebol, voleibol e basquetebol.

Terá ainda um edifício de apoio com duas áreas destinadas às equipas, uma área para os árbitros, arrecadação e sanitários públicos preparados para pessoas com mobilidade condicionada. O edifício, com volumetria paralelepipédica e de metodologia simples do ponto de visto construtivo, está a cargo da Sociedade Martins Gago & Filhos, Lda., pelo valor estimado de 269574,23 euros (mais IVA). O prazo de execução são 270 dias.

49 novos fogos para realojar pescadores no Montenegro

Na sequência do necessário realojamento dos pescadores que habitam na Praia de Faro, a Câmara Municipal de Faro adquiriu sete lotes no loteamento titulado pelo alvará n° 1/2007 com o objetivo de concretizar um programa habitacional multifamiliar, a custos controlados. Face às tipologias a implementar e às normas regulamentares deste tipo de edificação, que exigem valores máximos para a área bruta dos fogos, houve necessidade de promover a alteração do alvará do loteamento, sem que isso representasse qualquer consequência para o desenho urbano.

De acordo com o programa habitacional definido, constam do projeto 49 fogos distribuídos por seis lotes nas tipologias T1 (22), T2 (15) e T3 (12). A imagem arquitetónica terá um cariz mediterrânico, predominando elementos geométricos regulares e apontamentos cromáticos alusivos ao ambiente marítimo. A cor branca preponderará nas fachadas principais, existindo partes com revestimento em mosaico cerâmico azul e verde, painéis de ripado de alumínio para a obstrução de estendais e restante revestimento a envolver os pisos térreos. O valor estimado do investimento ronda os 4 milhões de euros. Estará pronto até 2021.

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