Idosa comemorou 105 anos com família e amigos

Festa foi organizada pelo Centro de Apoio a Idosos de Portimão, onde Adélia Conceição se encontra a residir há 19 anos.
Adélia Conceição e António Calvário.

Assinalar 105 anos, juntar família e amigos e ainda ter um mini-concerto ao vivo com António Calvário, ídolo de gerações, não se repete todos dias. Só em datas especiais, como o sábado, 3 de fevereiro, quando Adélia Conceição perfez o seu 105º aniversário.

Numa festa organizada pelo Centro de Apoio Idosos de Portimão, espaço que tem sido a casa da senhora dona Adélia, foram muitos os utentes e familiares que se juntaram para cantar os parabéns. Ao «barlavento» a idosa contou que nunca fez restrições alimentares e confessou estar contente por chegar a esta data e não estar sozinha. «Estou contente por ter os meus familiares ao pé de mim». Foi a meio da entrevista que dona Manuela chegou para a cumprimentar. «Esta é a amiga da dona Adélia que a visita semanalmente», revelou uma das responsáveis do centro portimonense.

Mas é quando se pergunta o que mais gosta de fazer que, entre risos, enumera que agora não faz nada a não ser «cuidar dos pertences», rezar e «comer umas bolachinhas».

Adélia Conceição, ansiosa por escutar a sua prenda de aniversário, perguntava onde estaria António Calvário. É que o cantor resolveu oferecer um mini-concerto à aniversariante. Em conversa com o «barlavento», disse que «é uma felicidade poder estar aqui disponível. Não ia perder esta oportunidade de forma alguma. Ainda por cima eu considero-me um portimonense, além de ser cidadão honorário, foi aqui que me criei. Tudo o que eu poder fazer, que esteja ao meu alcance e sempre que possa, cá estou de braços abertas».

E chegar a uma idade destas também não parece má ideia a António Calvário. «Quem sabe? Eu gostaria, bem e com lucidez, como parece ser o caso desta senhora. Fui dar-lhe um beijinho e felicitá-la. Ela ficou muito contente e falou bastante», acrescentou.

José Figueiredo, diretor deste Centro de Apoio a Idosos, enalteceu a efeméride. «Seguramente não iremos ter esta longevidade. 105 anos é qualquer coisa de maravilhoso. É um paradigma daquilo que pode significar o bem-estar, uma velhice com direitos de cidadania, que no fundo se reflete naquilo que o nosso lar procura dar, que é servir o melhor possível os idosos nesta etapa da vida»,
destacou.

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