Escola Secundária de Lagoa tem novo ginásio

Investimento de 200 mil euros está anexado ao pavilhão desportivo e poderá ser utilizado tanto pelos alunos, como pela comunidade.

A Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira (ESPAMOL) passou a ter, desde terça-feira, 5 de dezembro, um novo ginásio, construído de raiz e anexado ao pavilhão desportivo. O novo espaço foi inaugurado por Francisco Marques, delegado regional da Educação do Algarve, e por Luís Encarnação, vereador da Câmara Municipal de Lagoa, até porque esta foi uma obra concertada pela tutela e pela autarquia.

O ginásio, durante o horário escolar será utilizado para as atividades desportivas da secundária, para ginástica e modalidades semelhantes, que fazem parte do plano curricular da disciplina de Educação Física. A partir das 18h30, segundo Luís Encarnação estará aberto à comunidade lagoense.

«Com base no protocolo que temos celebrado com os dois agrupamentos de escolas do concelho, e é igual para ambos, a partir dessa hora as instalações estão ao serviço da autarquia, dos clubes e da população de Lagoa. O espaço já está cedido às aulas de pilates», exemplificou, mas poderá servir ainda para atividades como zumba.

A construção deste espaço foi um desafio lançado à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), porque este era o único pavilhão desportivo numa escola do concelho, de um total de quatro, que «ainda não tinha uma sala de desporto. Era uma insuficiência que a ESPAMOL tinha», sublinhou o vereador da autarquia.

Francisco Marques, delegado regional da Educação do Algarve e Luís Encarnação, vereador da Câmara Municipal de Lagoa.

Já Francisco Marques destacou que esta era uma necessidade que estava identificada pela delegação e que nos contactos com a autarquia, devido a outras obras que têm vindo a ser feitas naquele estabelecimento escolar, esta desafiou a DGEstE. «Na altura tentámos perceber melhor que valores é que poderíamos estar a considerar e, quando chegámos à conclusão de que eram estes, vimos que seria possível encaixar a intervenção no nosso plano de investimentos para este ano de 2017», recordou ao «barlavento» Francisco Marques.

A partir daí, as entidades acertaram agulhas e a DGEstE consentiu a colaboração da Câmara Municipal de forma a ser a autarquia a gerir o procedimento. Como também o ginásio virá a ser utilizado pela população, a Câmara entrou com parte da verba para equipamento, que veio completar a oferta do espaço.

«Só da nossa parte houve um investimento de cerca de 200 mil euros. É a obra mais dispendiosa que temos no orçamento de 2017» e é a última a ser inaugurada este ano. Há uma outra que está por concluir e que será realizado o auto de receção esta quinta-feira, dia 7 de dezembro, adiantou Francisco Marques. «No entanto, é diferente desta. Não tem a ver com este tipo de equipamentos», justificou.

O delegado regional avançou ainda que já estão a ser preparados os investimentos para o próximo ano, estando agendada para janeiro uma reunião com a secretária de Estado, pedida pela tutela para este efeito. «Temos um conjunto de intervenções que foram sinalizadas pelas várias escolas, através dos diretores que nos fazem chegar as necessidades. Através dessa sinalização já estamos a preparar um plano de investimentos para 2018», que será apresentado nessa reunião, contou ainda o responsável.

Quanto ao ginásio de Lagoa, este complementa o pavilhão escolar já existente, permitindo a prática de outras modalidades. «Esta é uma escola com muitos anos e precisa, devido à idade, de algumas intervenções para que possa continuar a ter conforto e a oferecer condições básicas» que um estabelecimento escolar tem que ter, acrescentou.

Por sua vez, este investimento, tal como os restantes que têm vindo a ser realizados nesta secundária, fazem parte também da estratégia articulada entre a DGEstE e a Câmara Municipal de Lagoa de fixar alunos no concelho. «É um problema» que tem vindo a ser combatido, porque os alunos escolhem os concelhos vizinhos para continuar os estudos, disse. A estratégia tem, contudo, dado os seus frutos. «Pelo menos não tem aumentado o número de alunos que vão embora», defendeu.

Também a autarquia lagoense está a preparar-se para aderir à Associação Internacional de Cidades Educadoras, assinando em consequência a Carta Internacional das Cidades Educadoras.

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