Comando Distrital da GNR vai trocar velho quartel de Faro por novo em Loulé

O ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita, vai estar esta sexta-feira, 9 de novembro, pelas 17h30, no Salão dos Paços do Concelho de Loulé, para presidir à cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Loulé, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e a Guarda Nacional Republicana tendo em vista a celebração de um contrato interadministrativo para obras de construção do Comando Territorial da GNR.

Através desta iniciativa serão construídas de raiz as novas instalações para o Comando Territorial da GNR de Faro, num terreno cedido pelo município, na cidade de Loulé.

Esta obra enquadra-se no programa de modernização e operacionalidade das forças e serviços de segurança, promovido pelo do Ministério de Administração Interna.

Neste dia, o responsável da pasta irá ainda visitar algumas das obras em curso no Concelho de Loulé que têm em vista o reforço das instalações para as forças de segurança, proteção e socorro, nomeadamente as futuras instalações dos Postos Territoriais da GNR de Almancil e de Quarteira e a BAL – Base de Apoio Logístico de Quarteira.

GNR de Loulé só tem uma viatura operacional

O deputado social-democrata Cristóvão Norte denunciou na sexta-feira, 2 de novembro, que o Posto Territorial de Loulé da Guarda Nacional Republicana (GNR), «encontra-se a funcionar apenas com uma viatura operacional. As restantes cinco encontram-se em reparação» e, segundo a Associação dos Profissionais da Guarda citada pelo parlamentar, «os episódios de avarias têm sido recorrentes, em face da obsolescência dos equipamentos e da não realização de investimento».

Isto porque o Posto Territorial de Loulé da GNR cobre uma área muito extensa deste concelho, que se estende a norte da EN125, confronta com o Alentejo e percorre longitudinalmente o concelho entre Boliqueime e São João da Venda. Será, por ventura, a nível nacional, um dos postos da GNR que terá sob sua jurisdição um território de maior dimensão. Para o parlamentar algarvio do PSD «é inconcebível a GNR funcionar nestes termos, sem condições de servir bem os cidadãos e zelar pela sua segurança, vida, bens e propriedade. É importante corrigir com urgência pois quando a eficácia das forças de segurança enfraquece, pode-se ter resultados indesejáveis na criminalidade. A presença é sempre dissuasora».

Por outro lado, o deputado assinala que «as pessoas vivem convencidas que se estão a fazer grandes investimentos na GNR. Eu próprio também quando oiço o que diz o governo, mas depois, no dia a dia, nas pequenas grandes coisas, vê-se que não é nada assim. O investimento público que se faz não chega para repor os equipamentos, por isso são muitas situações, na segurança, na saúde, na ferrovia, enfim, é o resultado da ideia que não há austeridade havendo, desequilibrando funções vitais do Estado».

Cristóvão Norte apela a que «esta e outras questões no domínio da segurança sejam atendidas prontamente: a ideia de segurança é nuclear no que o Algarve é e representa para terceiros. Abalá-la tem custos e não podemos fazer perigar a boa fundação que temos. Atacar estes problemas é essencial para isso. São cada vez mais recorrentes, infelizmente».

Nesse sentido, Cristóvão Norte e José Carlos Barros, suscitam ao governo a necessidade de assegurar os meios para que a GNR atue na região com as condições para cumprir a sua missão e prover a ordem e segurança pública. «Operar nestes termos põe flagrantemente em causa a missão da GNR e faz perigar a proteção das pessoas», conclui o deputado em nota enviada às redações.

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