Castro Marim terá novo hotel e centro de atividades náuticas em Odeleite

Nuno Vasques, Filomena Sintra, Francisco Amaral e Desidério Silva.

Dentro de dois anos deverá nascer a primeira unidade hoteleira de Castro Marim, segundo anunciou aos jornalistas Filomena Sintra, vice-presidente da Câmara Municipal, na quinta-feira, 22 de março, durante uma fam trip (viagem de familiarização) promovida pela Região de Turismo do Algarve.

Nuno Vasques, promotor do novo projeto, estimou que o investimento deverá rondar os 2,5 milhões de euros e que «será um hotel de quatro estrelas» com dois andares. O nome deverá surgir no âmbito de um «concurso de ideias» a lançar em breve. «Teremos 44 quartos de grandes dimensões, alguns com 25 metros quadrados. O nosso conceito apostará em oferecer a naturalidade e genuinidade de Castro Marim, e assentará na promoção de atividades de turismo de natureza», ou não estivesse o novo hotel enquadrado na área privilegiada da Reserva Natural do Sapal.

«Paradoxalmente, nesta vila que é o centro nevrálgico da história do Baixo Guadiana, não há onde pernoitar, além de poucos alojamentos locais», sublinhou Filomena Sintra. «Durante décadas, Castro Marim sofreu com o êxodo para o litoral e havia até um estigma de viver aqui. Toda a gente queria ir para Vila Real de Santo António e hoje essa realidade está a inverter-se», disse.

Outro projeto a curto prazo é a criação de uma nova entrada no Castelo. «Iremos abrir uma nova porta num baluarte e faremos um passeio na encosta do castelo para ligá-lo ao outro lado da vila». A ideia faz uma ponte com o passado. «Estima-se que até 1500, tenha existido uma outra porta, que pretendemos reabrir. Isto vai proporcionar outra dinâmica na vila. Uma obra e investimento a curto prazo para a qual já existe uma candidatura aprovada em dois fundos e estimamos lançar o concurso ainda este ano», avançou Filomena Sintra.

Dentro de um a dois meses avança também a criação de um «triângulo de ciclovias» cujo financiamento já foi aprovado e que ligará Castro Marim, Vila Real de Santo António e a Praia Verde.

Praia fluvial de Odeleite será mesmo realidade

«A barragem de Odeleite foi construída há 23 anos e durante 20, esteve à espera de um plano de ordenamento», explicou Filomena Sintra. «Deve ser das poucas no país que não faz a exploração económico-turística, sem ser a água para consumo humano».

Porém, em 2014, ficou definida a exploração do espaço através de diversas «atividades não poluentes, como stand up paddle ou a canoagem» e ainda «três unidades balneares». A ideia é «criar infraestruturas com zonas de fruição do espaço, casas de banho, bar e ter uma plataforma com piscinas flutuantes». A praia fluvial será «um investimento de seis mil euros por ano, durante 15 anos» e conta com financiamento «aprovado na medida 6.3 do Algarve 2020. Temos uma pequena questão política por resolver a nível interno, porque ainda não conseguimos passar a mensagem da importância de acupolar o investimento público-privado. Terá de ser um investimento integrado!».

Uma obra «determinante para atrair pessoas para o interior» pois, se não existirem «atividades completamente diferenciadoras não vamos conseguir inverter a tendência do despovoamento. Mais do que um preciosismo, este projeto é verdadeiramente alavancador do micro desenvolvimento da aldeia de Odeleite e das áreas adjacentes. Se tudo correr bem será uma realidade em dois anos».

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