Câmara de Lagoa criará gabinete para apoio em candidaturas ao PARU

Plano terá financiamento direto, não havendo uma verba associada à partida. Fundos serão aprovados à medida que forem apresentados pelos proprietários.
Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa.

A Câmara Municipal de Lagoa conseguiu a aprovação do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), que ambiciona dar um novo visual ao centro da cidade. A verdade é que este deferimento abre portas à possibilidade de investimentos de requalificação de espaços naquela zona, sejam públicos ou privados, concorrerem a fundos comunitários. Por esta razão, segundo afirmou ao «barlavento» Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, a autarquia irá abrir um gabinete que apoiará os proprietários com essas candidaturas.

«Vamos começar a trabalhar na implementação do gabinete de apoio e, a partir daí, avançamos com a informação aos munícipes. Acredito que o mais tardar em setembro, toda a operacionalidade deverá estar pronta», assegurou o autarca. «Todos os investimentos feitos na zona abrangida pelo PARU, públicos e privados, poderão concorrer a fundos comunitários. Quem tem uma casa devoluta pode concorrer, pois haverá uma série de benefícios disponíveis», explicou.

O PARU terá financiamento direto. Ou seja, não há uma verba associada logo à partida, sendo que os fundos serão aprovados à medida que forem apresentados pelos proprietários, ou pela autarquia. E até há interesse dos privados, o que aliás levou à aprovação do Plano. «Temos desde o projeto que havia para a adega, por exemplo, na Rua 25 de Abril onde também está a ser feita a reconversão por um privado. Toda aquela Rua do Mercado, a Elis Garcia, por aí fora, todos os prédios mais antigos podem concorrer e haver esse aproveitamento», esclareceu.

«Tudo isto se insere dentro da requalificação urbana que temos vindo a falar e, obviamente, era obrigatório passar pela aprovação deste Plano, principalmente, pelos privados. Nem é tanto pelo que a Câmara Municipal pode lá ir buscar, porque os fundos disponíveis para os 16 concelhos são irrisórios. É, sobretudo, pela possibilidade dos privados poderem ir buscar valores» para custear as obras, afirmou.
Assim, a autarquia «irá criar esse gabinete para apoiar os interessados em saber o que têm que fazer para usufruir dos benefícios que o PARU tem», acrescentou Francisco Martins.

No âmbito da aprovação do Programa Operacional CRESC Algarve 2020, além do PARU de Lagoa, foram disponibilizados quase 600 mil euros para o projeto de reabilitação urbana das principais artérias do centro da cidade, projeto que ficou conhecido por praça vermelha.

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