Base de Apoio Logístico do Algarve pronta em 2018

Quarteira terá uma das cinco Bases de Apoio Logístico (BAL) criadas pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) no país para socorro rápido em caso de emergências e catástrofes.

Descrita como uma «belíssima infraestrutura», com «capacidade para 120 elementos» e 1800 metros quadrados de área de construção bruta, será «uma das maiores do país», considerou Jorge
Gomes, secretário de Estado da Administração Interna, durante a visita às obras de construção da futura Base de Apoio Logístico (BAL) da Proteção Civil de Quarteira, na quinta-feira, 9 de março.

O novo imóvel vai permitir o armazenamento de equipamento, apoio à estadia e suporte direto às operações de socorro em todo a região, em caso de eventos catastróficos como inundações, explosões, incêndios, sismos, entre outros cataclismos. A obra deverá estar concluída no prazo aproximado de 11 meses. É um investimento de 1,3 milhões de euros, fruto do esforço conjunto da Câmara Municipal de Loulé e do Ministério da Administração Interna com recurso a fundos comunitários.

Jorge Gomes referiu que o edifício irá funcionar como «uma base na qual teremos todo o tipo de soluções táticas que possam ser necessárias em cenários extremos», consoante as necessidades. Dará também guarida ao Grupo de Intervenção, Prevenção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana. «O facto de estarem aqui 30 pessoas em permanência significa que esta região vai beneficiar de mais homens que, além de estarem preparados para a proteção e socorro, têm ainda uma função policial e de investigação criminal», reforçou o governante.

A BAL irá servir para atuar não só em situações de crise como «em qualquer situação em que o comandante nacional entenda que deva pré-posicionar pessoal», no Algarve ou noutro ponto do país.
O secretário de Estado adiantou ainda que serão construídas mais três BAL em Portugal, mas que ainda não existem localizações definidas. Apenas a infraestrutura de Castelo Branco se encontra em funcionamento desde 2013. «O critério para a escolha da localização é uma decisão operacional. As obras serão feitas com recurso a fundos comunitários, cujo quadro funcionará até 2020», referiu.

Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, sublinhou a importância de ter esta estrutura no território, até porque «Loulé é um concelho central, com acessibilidades rápidas e fáceis, e a apenas sete minutos da Via do Infante. Oxalá não aconteçam, mas se existirem emergências cataclísmicas, aqui estará acondicionada toda a logística necessária para responder. A região estará apetrechada», sublinhou.

O autarca recordou que para este local esteve previsto «um aquartelamento para bombeiros» mas que por «infelicidade da vida, a obra acabou por estar seis anos» parada. «Foi difícil, pois falamos de uma obra colapsada. Não foi fácil escolher o uso que podia ser dado a este edifício que já estava iniciado. Fizemos ajustamentos no processo e candidatámos a obra. Foi um processo moroso e muito difícil do ponto de vista administrativo que consumiu muito tempo. É uma obra que só conseguiremos ter pronta e concluída no verão de 2018. Mas isto é pouco relevante atendendo ao bem maior que é reabilitar o edifício em ruína e dar-lhe o uso nobre e necessário que é aquele que vai ter», concluiu o autarca.

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