Algarve planeia Observatório Regional de Segurança Alimentar

Paulo Morgado e Artur Gregório assinam o protocolo.

A Direção-Geral de Saúde desafiou a Associação In Loco a criar um projeto-piloto no Algarve para implementar um Observatório de Segurança Alimentar e uma estratégia de combate às situações de insegurança alimentar, que possa depois ser replicado no resto do país.

Assim, em parceria com a Administração Regional de Saúde, os 16 municípios integrados na AMAL – e responsáveis pelas Comissões Locais de Ação Social – a Universidade do Algarve e a Segurança Social, terá início, este mês, um programa de avaliação regional do estado de insegurança familiar, de capacitação dos técnicos envolvidos nesta matéria e de demonstração prática aos agregados familiares, que se encontrem em situação de maior risco, como é simples e fácil proporcionar uma alimentação saudável e económica aos seus membros, tendo como princípios orientadores os da Dieta Mediterrânica.

O programa de ação deste projeto piloto terá a duração de um ano e contará com uma equipa pluridisciplinar envolvendo nutricionistas, chefs, antropólogos, sociólogos e o apoio de uma rede regional de técnicos municipais e das entidades privadas e públicas operando na área social.

Este desafio surge após indicadores demonstrarem que «um em cada dez agregados familiares portugueses já sentiu algum grau de insegurança alimentar. Ou seja, devido a problemas económicos, teve dificuldade em propiciar aos elementos que o constituem alimentos saudáveis e em quantidades adequadas», justificou a In Loco, em nota de imprensa.

Para fugir a este problema, muitas famílias abandonaram os saudáveis padrões alimentares tradicionais, como é exemplo o mediterrânico, e adotaram práticas alimentares desequilibradas que produzem impactos sérios na saúde, sobretudo nos jovens e idosos.

Estes dados, obtidos através do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 2015-2016, mostram ainda que «mais de metade da população tem excesso de peso ou é obesa» e que «a obesidade e doenças relacionadas, como a diabetes, são mais comuns nos mais pobres e que os que mais estudaram são, normalmente, os que comem melhor». No caso do Algarve há «elevados fatores de risco e valores preocupantes de abandono da Dieta Mediterrânica», concluiu a associação.

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