Algarve abre montra nacional de trilhos e caminhadas

Algarve é a primeira região turística do país a promover a oferta no novo portal «Portuguese Trails». Plataforma pretende ser uma montra nacional de Cycling e Walking até final de 2018
Dora Coelho, Desidério Silva e Ana Mendes Godinho.

O Algarve é a região que inaugura o portal «Portuguese Trails», com mais de 140 percursos para caminhar, passear de bicicleta ou a cavalo, 111 empresas especializadas e cerca de 60 programas, dirigidos quer a turistas nacionais, quer a estrangeiros. «É um ótimo sítio para começar porque o Algarve tem mostrado capacidade de reação neste trabalho e objetivo conjunto de esbater a sazonalidade», considerou a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, durante o lançamento oficial, em Vale Fuzeiros, concelho de Silves, na sexta-feira, 15 de dezembro.

Disponível em cinco idiomas, o novo site materializa um projeto que o Turismo de Portugal tem vindo a desenvolver em parceria com as sete regiões turísticas do país, as comunidades intermunicipais, associações e privados.

Para este pontapé de saída algarvio foi preciso «identificar os percursos e garantir que têm condições de segurança para serem utilizados. Aproveitámos, para fazer uma estruturação, promoção e comercialização do produto Cycling e Walking, de A a Z», explicou a governante.

Segundo Ana Mendes Godinho, o crescimento deste nicho é «uma tendência internacional». Satisfaz um turista que procura «experiências de autenticidade, de contacto com a natureza, com o património, com as populações». Na verdade, a governante tem razões para estar otimista, uma vez que os últimos números do INE «confirmam que estamos a crescer mais em valor, do que em número de turistas. E estamos a crescer mais na época baixa, e com uma grande desconcentração da atividade a todo o território nacional».

Ainda em relação ao novo portal «Portuguese Trails», Godinho explicou que a principal vantagem em disponibilizar toda a informação, de forma clara e intuitiva numa única plataforma, é dar ao cliente final, a possibilidade avançar desde logo para a reserva. Assim evita-se «retalhos da oferta nacional em várias plataformas». Mas ainda há todo um caminho a percorrer até final de 2018, deadline para o site estar completo e servir de montra à oferta nacional de Cycling e Walking. Depois, caberá a cada região de turismo mantê-lo vivo, atualizar e gerir a informação e os conteúdos.

Ao «barlavento», Ana Mendes Godinho revelou que está ser concebida uma plataforma muito semelhante, onde será concentrada toda a oferta nacional em termos de turismo acessível, no âmbito do programa «Tourism for all».

A governante destacou ainda outro bom exemplo da aposta na promoção digital do país, o site «Meetings in Portugal», que promove os vários locais para a realização de congressos.

Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), manifestou-se satisfeito por ver uma mudança nas mentalidades. «Há uns anos não se falava nestes produtos. Hoje, quer os municípios, quer os empresários que têm os alojamentos locais e o turismo rural, sabem o quão importante para a região é o Cycling e Walking», disse aos jornalistas.

Apesar de recente, «a oferta que se está a construir, é acompanhada por gente que não queria sequer ouvir falar nisto. Não queriam sujar os hotéis com as bicicletas. Tinham as camas e achavam que seria suficiente. Mas hoje as pessoas querem jogar golfe, querem andar de bicicleta, querem experiências. Há famílias que viajam juntas e em que cada elemento faz a sua atividade. Desde que os hotéis começaram a trabalhar em rede com este tipo de empresas, as coisas funcionam de uma forma como nunca se pensou que aconteceria», disse.

Questionado sobre a indefinição do futuro Via Algarviana, estrutura gerida pela Almargem, Desidério Silva garantiu que «tem havido uma procura junto da AMAL, no sentido de se encontrar soluções técnicas e práticas. Têm de se encontrar formas de gestão. Já houve tentativas, mas é preciso o entendimento entre todos. Penso que acabará por acontecer. A RTA não está apenas sensível, como procura sensibilizar outros» para esta questão problemática.

Numa altura em que a região se prepara para viver o reveillon, «as perspetivas são positivas. As unidades hoteleiras estão com boas taxas de procura. Estou convencido que vão atingir valores superiores aos do ano passado. Digamos que o Algarve está naquele alinhamento a que nos habitua, com mais visibilidade e melhor percepção por parte dos mercados emissores. As condições estão reunidas para ultrapassar 2016, num registo fantástico que foi 2017», concluiu.

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