Resultado renhido, mas Francisco Amaral ganha sétima batalha eleitoral

«Sofri muito, fui muito atacado nas redes sociais com os perfis falsos e as cartas anônimas», lamentou Francisco Amaral ao «barlavento».
Francisco Amaral, médico e presidente da Câmara Municipal de Castro Marim.

Mesmo à justa, o médico e autarca social-democrata de Castro Marim Francisco Amaral renova o segundo mandato à frente da Câmara Municipal por uma diferença de apenas 32 votos.

Na verdade, o presidente mais antigo em funções atualmente em Portugal, teve 1455 votos (37,13 por cento) contra os 1423 votos (36,31 por cento) da candidata do Partido Socialista Célia de Brito. Já o rival José Fernandes Estevens do movimento «CM1» mobilizou 826 votos (21,08 por cento) seguido do PCP-PEV com 93 votos (2,37 por cento) de um total 5798 inscritos (3.919 votantes).

Ouvido pelo «barlavento», «estou muito contente porque a população deu-me confiança, apesar de haver uma lista independente que supostamente tinha muita força. Acho que é um reconhecimento do trabalho que temos feito ao longo destes quatro anos, mas foi uma luta difícil contra dois concorrentes muito fortes. E valeu a pena», sublinhou.

Acerca das prioridades, «eu gostaria de levar água a todas as povoações. Quando cheguei aqui havia 57 povoações que não tinham água. Gostaria também de ter as estradas e os arruamentos minimamente dignos, e fazer ciclovias que acho importante para a segurança e mobilidade das pessoas. Há várias obras importantíssimas como a praia fluvial de Odeleite e a requalificação da frente de mar. Vamos ver se conseguimos fazer isto», disse.

«Sou neste momento o autarca mais antigo no país, tenho sete vitórias de seguida, nunca perdi umas eleições. Estamos a falar em sete vitórias. Neste caso particular, não foi com a maioria absoluta mas faço contas com o Partido Socialista para fazermos a governação da Câmara como as pessoas querem, como os castromarinenses exigem. Estou convencido que não haverá guerra partidária. Somos conscientes e responsáveis e como tal, terá que haver um entendimento na autarquia e na Assembleia Municipal para conseguirmos os nossos objetivos, que é desenvolver o concelho», frisou.

«Foi difícil. Sofri muito, fui muito atacado nas redes sociais com os perfis falsos e as cartas anónimas. Mas pronto, já passou tudo», concluiu.

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