PSD Faro escreve carta aberta aos farenses contra a retirada da GNR

Em face das «graves decisões tomadas pelo governo, que muito prejudicam a nossa população», a Comissão Política de Secção do PSD Faro «consubstancia uma carta aberta a enviar aos farenses», remetida hoje, quarta-feira, 14 de novembro, que o «barlavento» aqui publica na íntegra:

Carta Aberta aos Farenses. Faro não tolera desrespeito do Governo ponto final parágrafo.
Contra a retirada do Comando Territorial da GNR e o esvaziamento do concelho.

Faro está a ser vítima de decisões do Governo extremamente lesivas para o concelho. A nossa capitalidade está a ser posta em causa com a retirada da sede de importantes organismos públicos da cidade.

O Comando Distrital da GNR é o último e grave exemplo, subtraído a Faro para ser entregue a um concelho limítrofe, sem que se conheça qualquer estudo ou fundamento que sustente essa decisão. Faro passará a ser – em virtude da decisão inédita do Governo – a primeira e única Capital de distrito que não albergará o respectivo Comando Territorial da GNR. Tal foi feito nas costas dos Farenses, sem que se tenha sequer procurado encontrar uma solução com a colaboração do Município. Este ano também já se registou a decisão de retirada do INEM do concelho.

Faro é uma cidade que foi pensada para ser capital. Um Algarve mais forte precisa de Faro forte, não esvaziada e alvo de políticas desgarradas e de uma pretensa descentralização, a qual não é mais do que um gritante esvaziamento da importância histórica do concelho no plano regional e nacional.

O Governo que leva o investimento público com verbas do Orçamento de Estado aos níveis mais baixos de sempre, escolhe as novas localizações desses organismos de acordo com o poderio financeiro das autarquias – umas com grandes receitas de IMI e IMT por causa da construção para fins turísticos – e com os seus obscuros interesses particulares. Confunde o interesse público com o seu interesse, com o interesse dos seus. Estão a caminho de criar uma nova centralidade na região.

Já correm rumores de que outras instituições se vão seguir. Faro não aceita este tratamento. Faro não pode aceitar que este tratamento se perpetue, que esta se torne a política oficial do Estado em relação ao concelho.

Por isso, o PSD Faro diz não. E pede a todos como Farenses que digam não. Aos partidos – a todos sem excepção – às associações, a todos, em grupo ou individualmente, que digam não.

O PSD Faro pede aos outros partidos, em particular aos que apoiam o partido do Governo, ou a outros que determinam as políticas do Governo, que sejam, como nós, portadores desta indignação e a representem de modo a contrariar a injustiça que estamos a assistir. Temos que estar juntos neste combate para que esta decisão violentadora dos melhores interesses e da dignidade do concelho e da região possa ser revertida.

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