PSD de Monchique acusa oposição de falsidades e má-fé

O PPD/PSD de Monchique, votou contra a Moção de Censura apresentada na Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal, que decorreu a 2 de fevereiro.

Como argumento, o PSD afirma que o PS e restante oposição com representação naquele órgão autárquico, num ensaio de um novo paradigma de oposição, apresentaram para aprovação uma Moção de Censura «O Estado do Concelho – 7 Anos de Executivo Municipal PSD», «assente em incongruências, manipulação de dados, falsidades, torpes acusações e assassinatos de carácter constituindo um verdadeiro embuste».

«Num exercício de ignorância ou má-fé, elenca-se um conjunto de projetos aos quais se fazem comentários absurdos, reveladores de uma completa distorção da sua fase de implementação/execução», acusa a Comissão Política Concelhia do PSD de Monchique, à qual preside Rui André, também presidente da Câmara Municipal local e o principal visado no documento entregue na Assembleia Municipal.

«Um documento extenso que mereceu uma resposta escrita, pela gravidade com que tenta enganar os monchiquenses. Talvez seja fruto da pré-época eleitoral que se avizinha, ainda por cima com pessoas muito ligadas à má gestão dos anteriores executivos do PS. Afirmamos, má gestão e ações criminosas já provadas em sede de Tribunal», continuam os social-democratas.

A concelhia assinala ainda que o que o PS de Monchique efetuou nessa moção foi uma avaliação do programa eleitoral de 2009 e 2013 e que tem um horizonte de execução de 12 anos.

O PSD refuta, por isso, todas as acusações patentes na moção de censura, tendo votado contra o documento na reunião na semana passada. Na declaração de voto, o PSD responde a alguns dos pontos enunciados na moção de censura.

«Esqueceram-se de dizer que a maior parte dos projetos e iniciativas», que caracterizam como «‘sonhos’ do senhor presidente do Executivo Municipal, já faziam parte da proposta de Plano e Orçamento desde 1994, apresentado e votado em 1993», como o Parque de Exposições e Feiras (Pavilhão Multiusos) ou a Zona Industrial de Monchique (Parque Empresarial). Por outro lado, o PSD responde ainda que a oposição oculta «o esforço significativo do pagamento de quase 12 milhões de euros de dívida conjunta (de curto, médio e longo prazo) até 2014, situação que não permitia ao município efetuar investimentos diferentes dos que tínhamos candidatado a fundos comunitários», bem como «ocultam, por má fé, a fase dos projetos referenciados. Isto é, como foram recebidos e o estado atual dos mesmos».

«Este texto, em forma de moção, incide sobre as Grandes Opções do Plano e Projetos Plurianuais, muitos deles com resolução num mandato e outros, que pela sua natureza e dimensão, terão de ser validados pela aprovação ou execução dos compromissos, como é exemplo o PADRE, de Fundos Comunitários», resumiram os social-democratas. Ainda assim, apesar do voto contra dos eleitos do PSD de Monchique, a moção contou com a aprovação da oposição, que tem uma representação maior naquele órgão autárquico.

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