PS não sabe conviver com as escolhas democráticas dos vila-realenses

A Comissão Política de Secção do Partido Social Democrata (PSD) de Vila Real de Santo António (VRSA) acusa o Partido Socialista (PS) de não saber «conviver com a verdade dos factos e não confia nem nas instituições que diariamente auditam as contas da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, nem em quem democraticamente escolheu o PSD para liderar e gerir a autarquia»

Em nota enviada à impresa, na sexta-feira, 29 de junho, «Para a Comissão Política de Secção do PSD de VRSA, ao solicitar uma auditoria às contas de gerência, o Partido Socialista faz tábua rasa de todas as formas de auditoria e controlo a que o município e a empresa municipal estão sujeitos e esquece-se que quer o município, quer a VRSA SGU cumprem todas as regras sobre transparência a que estão sujeitos».

«Daqui apenas se conclui que a proposta do PS não é rigorosa e não responde a nenhuma das questões levantadas, uma vez que as contas do município estão sujeitas às mais apertadas medidas de controlo e de fiscalização realizadas por diversas e credenciadas entidades como o Tribunal de Contas, a Inspeção Geral de Finanças, a Inspeção Geral das Autarquias Locais, o Fundo de Apoio Municipal, o Programa de Apoio à Economia Local e os Revisores Oficiais de Contas, que certificam as contas quer do município, quer da empresa municipal».

«Da auditoria proposta não se retirarão conclusões diferentes das que se podem verificar nas auditorias já feitas, pelo que o que daqui se retira é que o PS pretende, à custa do erário público, fabricar uma arma de arremesso político. Ora, o PSD não embarca nesta falta de respeito pelo voto popular e pelo que é de todos. A conclusão é simples: mostrando uma tremenda falta de respeito pelas regras da democracia, os vereadores e deputados municipais do PS esquecem a avaliação do povo feita há menos de um ano nas urnas».

Por outro lado, «o PS desconhece as diferenças entre o que é uma auditoria às contas de gerência e uma auditoria de gestão, pelo que, ao sabor do vento, e tendo-se apercebido do seu erro, vem subitamente, e de forma dissimulada, tentar alterar o teor das suas propostas. Ora quem escolhe os gestores públicos que guiam os destinos dos municípios portugueses é o povo, através do voto, e esta é a única e verdadeira auditoria de gestão válida em democracia».

Portanto, «se quem é chamado de quatro em quatro anos a escolher os seus governantes teve e continua a ter acesso, de forma clara e transparente, quer aos resultados dos anteriores executivos, quer aos objetivos e políticas estratégicas do executivo atual, não vemos qual possa ser o objetivo da proposta do PS se não o de continuar a tentar demonstrar, sem olhar a meios, que o povo escolheu mal».

«O PS esquece que em democracia quem escolhe os seus líderes políticos e quem, através do voto, avalia as suas decisões é o povo e não uma comissão ou uma entidade externa, como se o município e a empresa municipal de empresas privadas se tratassem. Não percebendo quais os resultados práticos e objetivos da proposta, o PSD VRSA apenas pode concluir que o PS quer, a todo o custo, tentar provar que o povo não soube votar. Por todas estas razões, a Comissão Política de Secção do PSD de VRSA não entende que seja necessário nem adequado o recurso a uma auditoria de gestão como a proposta pelo PS. Tal teimosia demonstra apenas, pela parte do PS, mau perder e falta de respeito pelos vila-realenses que livremente elegeram o PSD para liderar o município», conclui a nota.

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