PS/Faro defende o direito à habitação como «uma prioridade»

Os representantes do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Faro dirigiram um requerimento à Câmara Municipal de Faro, defendendo a concretização de projetos de habitação, como prioridade da ação camarária, nomeadamente na zona da Estrada Nossa Senhora da Saúde em Faro, em Montenegro e Estoi.

Em nota enviada à imprensa na quarta-feira, 31 de janeiro, os socialistas farenses defendem que «o direito à habitação, consagrado na Constituição da República Portuguesa e cujo município tem competências próprias, não tem merecido a atenção da Câmara Municipal de Faro desde que o PSD e o CDS chegaram ao poder há quase 10 anos».

«Os últimos fogos habitacionais entregues em Faro (144 casas na avenida Calouste Gulbenkian) remontam a janeiro de 2009, obra do executivo municipal liderado pelo Partido Socialista. O PS sempre defendeu o direito à habitação para todos, resultado do trabalho dos autarcas do Partido Socialista nos mais variados mandatos em Faro e reforçado pela ação do Governo de António Costa. Desde essa data, a direita na Câmara de Faro não entregou nenhum fogo habitacional e pior, deixou ao abandono e em total estado de degradação o parque habitacional municipal existente. Por ser uma prioridade para o Partido Socialista, o apoio à habitação para jovens e famílias com menos rendimentos, os autarcas do PS Faro dirigiram várias questões com vista à concretização no curto prazo de investimento municipal na área da habitação, com a incorporação dos trabalhos necessários na revisão orçamental a ser apresentada pelo executivo municipal nos próximos meses».

Este problema já tinha sido reconhecido pelo presidente da Câmara Municipal de Faro Rogério Bacalhau (PSD), no passado dia 30 de novembro, aquando da visita da secretária de Estado da Habitação Ana Pinho, tal como o «barlavento» noticiou.

«Em Faro, há cerca de 400 famílias à espera de uma casa, e já foram 1600. Poderíamos avançar já com a construção de 155 fogos. Temos condições físicas, parcelas de terreno consignadas e lotes adquiridos para esse efeito. Mas o investimento é mais ou menos um quarto do nosso orçamento. Em face do esforço que fizemos para recuperar a Câmara, que estava completamente arruinada e sem crédito, e do reequilíbrio financeiro a que tivemos que recorrer em 2010 e do qual só agora nos livrámos, estes são, investimentos que não estão ao nosso alcance», disse Rogério Bacalhau à governante.

Categorias
Política


Relacionado com: