PS diz que «Faro não precisa de desculpas, passa-culpas e lágrimas de crocodilo»

«A Câmara de Faro, decorrente da cobrança desde 2013 de todos os impostos na taxa máxima sobre os farenses, teve em 2016 um excedente de 8,1 milhões de euros de receitas, a que se somam mais 436 mil euros que o Governo devolveu à Câmara de Faro por retenções indevidas efetuadas ao longo dos últimos 12 anos, resultando num total de 8,5 milhões de euros que agora têm que ser incorporados no orçamento municipal. O PSD apresentou na reunião do Executivo uma proposta de revisão orçamental para incorporar apenas 4,9 dos 8,5 milhões de euros, pedindo ao PS e ao PCP que passassem um cheque em branco sobre o destino a dar à diferença, isto é, 3,6 milhões de euros ficariam de fora das contas numa espécie de contabilidade virtual. Os farenses não devem passar cheques em branco», explica a concelhia do Partido Socialista de Faro hoje, em nota de imprensa.

«Seria mais fácil nada fazer, ficarmos na nossa zona de conforto, mas há momentos que nos interpelam e obrigam a defender a nossa terra, a terra dos nossos antepassados e descendentes, a defender a nossa cidade e os farenses sem olhar aos interesses partidários económicos instalados».

O Partido Socialista apresentou uma proposta «alternativa à do presidente do PSD, incorporando o valor total das receitas extraordinárias, isto é, 8,5 milhões de euros, anunciando desde logo 436 mil euros para reforçar os apoios ao associativismo farense, assim que a contabilidade municipal os assuma, além do mesmo valor da proposta do PSD/PP para amortizar o empréstimo do Reequilíbrio Financeiro, acrescentando ainda verbas para aquisição e reabilitação de habitação social e para alterar os acessos estruturantes ao Montenegro».

«Ao contrário da habitual campanha de vitimização do presidente da câmara, a proposta do PS não só é a tecnicamente mais correta, pois incorpora no orçamento toda a receita disponível, como possibilita a antecipação da execução orçamental evitando a marcação de novas reuniões da assembleia municipal, ganhando-se tempo para o lançamento das obras e dos apoios às colectividades que nunca mais saem das páginas do boletim municipal», lê-se na nota.

«Temos um candidato nascido em Faro, que aqui sempre estudou e trabalhou, com provas dadas de gestão autárquica, de rigor e dedicação pública. Ainda no final de 2015 os nossos deputados levantaram a sua voz junto do Ministério das Finanças para defender Faro e a realização de obras que poderiam ficar adiadas não fora as alterações que o Governo veio a introduzir na Lei do Orçamento de Estado para 2017 como já antes a viabilização da contratação de mais 45 funcionários para as escolas de Faro, agora em concurso na autarquia. Faro não precisa de desculpas, passa-culpas e lágrimas de crocodilo. Os farenses merecem verdade, competência e capacidade de ação. É esse o nosso rumo».

Categorias
Política


Relacionado com: