PS apresentou Paulo Alves e candidatos a todos os órgãos autárquicos de Monchique

O Partido Socialista (PS) apresentou o candidato a presidente da câmara municipal de Monchique, Paulo Alves, bem como os cabeças-de-lista e restantes candidatos a todos os órgãos autárquicos do concelho, na passada sexta-feira, dia 25 de agosto.

A sessão pública teve lugar no largo principal da vila e que contou com a presença de Luís Castro Mendes e José Apolinário, dirigentes políticos nacionais, bem como regionais António Eusébio, Dália Paulo, José Amarelinho, José Gonçalves, perante uma plateia de duas centenas de cidadãos.

Segundo nota de imprensa envida pelo PS/Monchique, «Paulo Alves começou por confidenciar o que o tinha levado a candidatar-se. Disse que não se conseguiu acomodar, que se desassossegou, pelo orgulho de ser monchiquense e por considerar o interior como um potencial diferenciador que merecia ser apoiado e enfatizado, razão pela qual não se podia desistir de Monchique».

O candidato a presidente da Câmara lembrou que «os últimos oito anos foram marcados por uma realidade virtual que nunca se traduziu em real e que a situação concreta que se vive é bastante diferente do anunciado no facebook e nos jornais. A obra feita dos últimos anos é uma mão cheia de nada», acusou, identificando alguns aspetos.

«As estradas estão uma lástima, remendadas à ultima da hora, buraco sim, buraco não. O equipamento municipal está obsoleto, um autêntico «ferro velho» de autocarros em fim de vida. Os equipamentos urbanos estão ao abandono. Veja-se o caso da nora aqui colocada no Largo dos Chorões, há dois anos que está parada. Os espaços verdes estão mal cuidados e abandonados. A vila não tem uma sala polivalente para reuniões e espetáculos, e por contrapartida temos o antigo edifício da Casa do Povo praticamente ao abandono», acusou.

Paulo Alves denunciou também «obras tão badaladas que nunca chegaram a avançar, apesar do compromisso de datas de conclusão adiantados por Rui André, nomeadamente o pavilhão multiusos, o centro interpretativo da Fóia, o centro de proteção civil, o polo de formação da escola de bombeiros, entre tantos outros», que se escusou referir por serem do senso comum.

Lembrou ainda «que os jovens tinham estado muito desacompanhados nos últimos anos e que os menos jovens também precisavam muito mais do que palmadinhas nas costas, sorrisinhos e notícias de fábulas fantásticas nos jornais».

Registou que «consigo seria diferente, primeiramente porque se sentia desassossegado com a situação que se vivia e ao mesmo tempo motivado e capaz de fazer diferente e melhor. Depois, porque não estava sozinho, pois lidera uma equipa coesa, competente e igualmente motivada», segundo se lê na nota do PS/ Monchique.

Após essa justificação, Paulo Alves apresentou as mais de oito dezenas de candidatos que integram as listas do PS às próximas eleições autárquicas, tendo convidado para junto de si os cabeças de lista às assembleias de freguesia de Alferce (José Gonçalves), Marmelete (Rute Maria) e Monchique (José Gonçalo) e à assembleia Municipal (Carlos Almeida), assim como todos os elementos da lista à Câmara Municipal (Humberto Sério, Helena Martiniano, Humberto Varela, Teresa Guerreiro Rodrigues, Arsénio Veiga, Raquel Tuta, Marco Águas, Rute Maria e José Manuel Furtado).

Já com o grupo de candidatos consigo no palco, Paulo Alves voltou ao discurso considerando que aquela equipa era «coesa, assente num quadro de respeito e colaboração como há muito tempo não tínhamos em Monchique».

Disse que nada movia a candidatura que liderava contra ninguém «nem contra Rui André, nem conta os partidos ou grupos políticos existentes.» Acrescentou que «O que nos move é a nossa terra, é a certeza de que é possível inverter o estado de coisas, é combater o despovoamento e a desertificação, é conseguir um melhor futuro para quem cá vive, quem nos visita e quem cá quer investir. O que nos move é o respeito pelas memórias e tradições, pela natureza e potencialidades da nossa terra».

«Queremos apoiar seriamente as nossas associações, no seu desenvolvimento e na sua ação; queremos promover a reabilitação urbana; queremos cuidar dos nossos espaços públicos e espaços verdes, são a nossa sala de visita; queremos cuidar e manter a nossa rede viária; queremos apoiar e promover de forma sustentável a economia que nos identifica e nos singulariza: água, aguardente medronho, mel, enchidos, artesanato, gastronomia, floresta e outros; queremos identificar potencialidades não exploradas e estimular o aparecimento de novos produtos; queremos promover novas oportunidades de negócio, apostados em por a funcionar um real berço de empresas potenciando assim a criação de emprego; queremos apoiar o turismo natureza, saúde e bem estar, cultural e desportivo; queremos preservar, recuperar e promover equipamentos como, pavilhão multiusos, sala polivalente, e outros; queremos apoiar os mais velhos com programas de apoio ao domicílio (por exemplo pequenas reparações nas suas casas) e na ocupação dos tempos livres; queremos desenvolver parcerias no sentido da implementação de medidas de prevenção e medidas de auto-proteção de pessoas na área dos incêndios florestais; queremos fomentar a reabilitação urbana e dinamização do centro da vila; queremos potenciar um parque biológico na nossa serra que nos distingue; queremos fomentar a criação de projetos que possam integrar jovens monchiquenses recém-licenciados, promovendo o regresso à sua terra e promovendo a sua iniciativa, criatividade e aplicabilidade de competências adquiridas; queremos fomentar o acesso à habitação; queremos medidas para atrair empresas e pessoas para o nosso concelho; queremos estabelecer parcerias, criar sinergias, com empresas e associações; queremos estabelecer relações profícuas com os concelhos vizinhos enfatizando a complementaridade; Queremos Monchique Melhor!».

Por último, o candidato socialista dirigiu-se aos funcionários municipais lembrando que o seu pai também tinha sido trabalhador do município, razão pela qual conhecia bem «o contexto, a realidade e as condições atribuídas aos trabalhadores municipais» e disse «vocês são a cara do município; não se devem envergonhar de serem trabalhadores da câmara; devem ter equipamentos e máquinas capazes para desenvolver condignamente o vosso trabalho; devem ter motivação e ter acompanhamento; queremos contar com todos e com cada um de vós».

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