PS Algarve avocou processo autárquico de Olhão

António Miguel Pina diz que «depois da trapalhada que foi não havia outra solução».

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista (PS) de Olhão não chegou a entendimento com António Miguel Pina, presidente da Câmara Municipal, na reunião da estrutura a 3 de maio. O motivo foi a escolha dos cabeça-de-lista socialistas aos órgãos autárquicos.

Contactado pelo «barlavento» António Eusébio, presidente da Federação do PS Algarve, explicou que «atendendo a que, até ao momento e na última reunião da Comissão Política Concelhia, não houve entendimento e que houve uma decisão que colocou em causa a constituição das listas em Olhão, a Federação decidiu avocar todo o processo».

Utilizando uma ferramenta a que esta estrutura pode recorrer (avocação), a distrital socialista do Algarve, decidiu «criar uma comissão técnica eleitoral, composta por três elementos, que acompanharão tanto a Comissão Política como o atual presidente de Câmara Municipal para, em breve, com toda a serenidade e calma, se constituírem as listas e encontrarem as melhores soluções para o concelho», assegurou António Eusébio.

Em causa estava a votação dos cabeças-de-lista à Câmara Municipal e Assembleias Municipal e de Freguesias, mas, nessa reunião, a concelhia queria votar logo as listas. «Nesta fase ainda não havia condições para se votar em lista. Por isso, não havendo entendimento para votar em lista», a Federação chamou a si o processo.
O «barlavento» apurou que esta situação dever-se-à apenas à escolha do candidato à Câmara Municipal, pois, nessa reunião, terão sido aprovadas outras recandidaturas às assembleias tendo em conta a diretiva nacional.

Aliás, António Miguel Pina, como sublinha António Eusébio, tendo em conta a diretiva nacional que reconduz presidentes atuais em condições de voltarem a concorrer, é a opção natural, mas como a concelhia não aceitou essa posição, quando houve «votação apenas do cabeça-de-lista, [a estrutura concelhia] colocou em causa a diretiva e não criou condições para que fossem constituídas as listas da melhor maneira», afirmou o líder do PS Algarve.

Também contactado pelo «barlavento», Luciano Jesus confirmou esta avocação ao processo de Olhão. «Foi definida uma equipa de acompanhamento que irá falar com as partes para tentar chegar a entendimento», argumentou escusando-se a prestar outras declarações.

Já António Miguel Pina diz lamentar «que a Comissão Política Distrital tenha que ter reconhecido a incapacidade do secretariado do PS Olhão para gerir o processo autárquico» e tenha tido que «chegar a este processo de avocação, mas depois da trapalhada que foi não havia outra solução».

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