Paulo Neves é candidato ao PS Faro

Eleições para delegados ao Congresso, para a liderança de algumas concelhias, para o Partido Socialista e Mulheres Socialistas a nível nacional são este sábado.

São diversas as eleições agendadas para este sábado, dia 12 de maio, no seio do Partido Socialista (PS) no Algarve. Além da ida às urnas para eleger o presidente de três concelhias na região (Faro, Monchique e Vila do Bispo), os militantes vão ainda votar para escolher o secretário-geral do PS a nível nacional, bem como a líder das Mulheres Socialistas.

E como o Congresso Nacional será já no último fim de semana de maio, entre os dias 25 e 27, serão ainda escolhidos os delegados algarvios a esta iniciativa política. No caso da concelhia farense, nas eleições intercalares, Paulo Neves assume-se como candidato a presidente, cargo que exercia, ainda assim, desde março. É que o militante tinha ficado, por inerência, com esta função depois da saída de Luís Graça, entretanto eleito para líder da Federação do PS Algarve. Toda a Comissão Política se demitiu no final do mês passado, para agora existir uma lista única a ser eleita por voto direto. Ao «barlavento» Paulo Neves confirmou que é o candidato à maior concelhia do Algarve, e à qual se segue Olhão e Portimão, em número de militantes.

O lema da moção que apresenta é «Continuamos a trabalhar por Faro», tendo o candidato avançado ainda que o essencial é «fazer por merecer ganhar em Faro as eleições Europeias e Legislativas», previstas para o próximo ano. No mandato para os próximos dois anos, ou seja até 2020, Paulo Neves considera que há temas estruturais a tratar, sendo a principal missão «construir uma alternativa em Faro nas políticas que interessam às pessoas». Habitação, ambiente e emprego, devido à precariedade, são, desta forma, os assuntos que tomam destaque na moção que apresenta.

«O emprego no Algarve é muito precário. Normalmente era estável. Por um lado melhoram os níveis de emprego, o que é excelente, mas aumenta precário e temos que dar atenção a essa matéria», argumenta Paulo Neves. «Reconheçamos que as áreas de intervenção social e cultural, o combate às desigualdades pela integração, a promoção da qualidade do emprego pela dignidade da pessoa humana num quadro de crescente egoísmo e maior autonomia pela afirmação de uma sociedade digital são pontos fundamentais que se irão impor, a par da proteção ambiental, num município cheio de potencialidades a afirmar numa região cosmopolita», lê-se na moção a que o «barlavento» teve acesso.

O Partido Socialista em Faro, ao mesmo tempo que quer maximizar as políticas do XXI governo, adaptando-as à realidade local, quererá ainda representar os interesses dos que mais precisam de atenção. «É assim na habitação, será assim no aumento da procura pelos cuidados no Serviço Nacional de Saúde que, conjuntamente, alicerçarão a diferença social ou, como nos esforçamos, promoverão medidas de acesso que privilegiará o tratamento de forma diferente dos que necessitam do apoio de um estado cada vez mais forte», refere ainda.

A concelhia quer ainda captar novos quadros, apresentar estudos e propostas que possam ser defendidas através dos eleitos. A escola pública e a defesa de que Faro não é apenas a cidade, o campo, a Ria ou o barrocal, a baixa e os aglomerados residenciais são outros dois pontos. «Faro é tudo e cada um de nós, com todos aqueles que compõem o mundo do trabalho, sindical, cultural, social e empresarial», justifica.

Neste caso farense, o cabeça de lista Paulo Neves conta com João Botelheiro como mandatário da candidatura e Luís Coelho como primeiro subscritor da moção. Ao que o «barlavento» apurou ainda junto de fonte do partido, já há listas para as eleições em Vila do Bispo, que devem contar com o cabeça de lista Adelino Soares, e Monchique.

No entanto, não foi possível até ao fecho desta edição (na terça-feira, 8 de maio) contactar o presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo para confirmar. Ainda assim, ao que o «barlavento» conseguiu apurar haverá listas únicas, que já foram entregues, nas três concelhias. No mesmo dia, em todas as secções serão eleitos o secretário geral, os delegados ao Congresso Nacional e a presidente das Mulheres Socialistas, a nível nacional, que conta apenas com uma lista encabeçada por Elza Pais, cuja mandatária no Algarve é a socialista Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão. No caso dos delegados ao Congresso, há um rácio que define quantos militantes são eleitos por cada secção, podendo estes ser afetos à moção de António Costa ou de Daniel Adrião, que também se candidata ao PS. O certo é que haverá delegados eleitos por todas as concelhias algarvias, estando já esse processo fechado.

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