PAN contesta «Albufeira, capital da Tauromaquia»

O PAN – Partido das Pessoas, Animais e Natureza do Algarve contesta os dados avançados pela Protoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia, que colocam Albufeira como «a cidade com mais espetáculos realizados em 2017». Em nota enviada à imprensa, esta força política diz que «embora a Protoiro se refira ao aumento do número de espetáculos, nada nos diz em relação ao número de espectadores. Isto porque desde 2010, as touradas já perderam mais de 53,1 por cento do seu público». Citando o último Relatório da Atividade Tauromáquica da Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), o PAN esclarece que «o número de espectadores é apurado por estimativa de ocupação através da verificação efetuada pelos Delegados Técnicos Tauromáquicos» e não pela lotação real do público presente.

Em 2017, «o INE contabilizou 311900 bilhetes vendidos e oferecidos, enquanto que a IGAC apresentou um valor total de 681140 bilhetes. Ora, com esta inflação é normal que se queira noticiar a adesão irrealista aos espetáculos tauromáquicos no Algarve». Para a Protoiro, que reclama um crescimento médio de 40,4 por cento de espectadores em Albufeira entre 2016 e 2017, «os números demonstram não só a importância cultural da tauromaquia na região, mas também o potencial económico e turístico».
O PAN desmente esta afirmação, pois, «o Algarve nunca teve tradição de tauromaquia, nem de ganadaria. O número de turistas que adere aos espetáculos por espontânea vontade é residual. A maioria comparece por via de pacotes de animação e mesmo esses têm os seus dias contados». O PAN/ Algarve lembra que «a praça de touros de Albufeira foi inaugurada em 1982 e desde então apresenta-se incompleta, não traz dignidade à cidade e é uma mancha arquitetónica e estrutural».

Por fim, esta força sublinha que tem vindo a questionar a Câmara Municipal de Albufeira, «através do nosso representante na Assembleia Municipal, sobre o resultado das vistorias realizadas ao recinto Tauromáquico de Albufeira, quanto às condições da infraestrutura, salubridade e segurança da mesma, bem como a informação referente ao bem-estar animal e a sua conformidade com o Decreto-Lei nº89/2014 de 11 de junho». «mas, temos sido alvo de um silêncio absoluto por parte dos serviços camarários. Queremos que o Algarve seja uma região livre de demonstrações cruéis e sangrentas, que em nada representam a vontade e forma da população. Uma sociedade evoluída e desenvolvida não pode compactuar com a violência contra seres vivos, sencientes, que têm a capacidade de sentir quando lhes cravam ferros na carne».

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