Nós, Cidadãos! do Algarve e da Madeira querem regresso do ferry «Armas»

Os grupos do Nós, Cidadãos! do Algarve e da Madeira defendem, em comunicado conjunto e através dos seus candidatos à Assembleia da República, o regresso inadiável da carreira marítima do ferry «Armas», da companhia Naviera, entre Canárias – Funchal – Portimão, bem como a abertura de uma nova rota marítima entre o arquipélago dos Açores e o  continente, via Algarve, que foi, aliás, pensada por esta companhia antes do encerramento da carreira.

Entre junho de 2008 e janeiro de 2012, a carreira semanal trouxe turistas, movimentou os portos marítimos de Portimão e do Funchal, dinamizando o comércio, a hotelaria e a restauração, não só em ambas as cidades, mas também no restante território da Madeira e do Algarve.

Abruptamente, a carreira foi interrompida sem que, no entender do Nós, Cidadãos! Madeira, tivessem sido desenvolvidos todos os esforços por parte do Governo Regional para que a carreira do “Armas” tivesse continuidade e viabilidade económica.

Os cidadãos da Madeira e Porto Santo reclamam por uma reposição urgente da carreira marítima do ferry entre os arquipélagos e o continente.

Para o Nós, Cidadãos!, tendo Portugal a maior Zona Económica Exclusiva (ZEE) da Europa, torna-se imperioso que se aproveite bem os recursos marítimos disponíveis. A aposta no transporte marítimo de pessoas e mercadorias entre portos nacionais e estrangeiros tem inúmeras vantagens sobre o transporte terrestre.

Para Filipa Fernandes, cabeça de lista pelo círculo da Madeira, «esta rota permite uma redução substancial dos custos de transporte dos alunos que estão deslocados, bem como dos seus familiares que através do ferry podem circular no continente em veículo próprio. Neste momento, em período de início de aulas, as viagens aéreas entre a Madeira e o continente podem custar 400 euros por pessoa – o que é manifestamente muito para uma família, que só vários meses depois vê reposta uma parte da verba à custa da subvenção de deslocação a que temos direito. O fator monetário tem reduzido substancialmente o acesso dos jovens ao ensino superior».

Nuno Campos Inácio, cabeça de lista pelo círculo de Faro, defende que «o estabelecimento de uma rota marítima de Portimão à Madeira e aos Açores é tão natural que, durante séculos, este porto serviu de plataforma de ligação entre o continente e as atuais Regiões Autónomas. Num país com a maior ZEE da Europa, a ligação ao mar é um desígnio nacional. O mesmo é válido para o turismo, por haver milhares de pessoas que se recusam a andar de avião e não existir, neste momento, nenhuma carreira marítima. Tudo somado traduz-se na melhoria da atividade económica não só da Região do Algarve, como das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. É chegada a hora de a região algarvia estabelecer laços políticos com as regiões autónomas, que possuem características semelhantes e profundos laços históricos».

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