Luís Graça propõe carta de excelência ambiental para o Algarve

O presidente do Partido Socialista (PS) Algarve, Luís Graça escreveu hoje, segunda-feira, 29 de outubro ao primeiro-ministro António Costa e aos autarcas do Algarve sublinhando a necessidade da região consensualizar com o governo uma estratégia de excelência ambiental, com a consequente redução da pegada ecológica, incentivando a mobilidade eléctrica, a eficiência energética e a valorização do imenso património natural do Algarve.

Na missiva que foi remetida à António Costa e aos 16 autarcas da região imediatamente após o anúncio efetuado pela GALP acerca do fim das intenções de prospecção de petróleo no Algarve, o deputado do PS e também presidente da Assembleia Municipal de Faro saúda os autarcas do Algarve e a sua comunidade metropolitana, AMAL, bem como todos os movimentos da sociedade civil, em particular as associações de defesa ambiental, que ao longo destes anos não deram tréguas à luta contra a exploração de petróleo no Algarve.

O deputado socialista, que foi coordenador do grupo de trabalho criado na Assembleia da República para rever a legislação em matéria de prospecção e exploração de petróleo, realça a evolução legislativa que foi alcançada nesta matéria, nomeadamente o reforço da transparência, do papel das autarquias e do rigor ambiental e confessa compreender o esforço que o Governo fez para não onerar os contribuintes portugueses com avultadas indemnizações para as companhias petrolíferas.

Luís Graça recorda as decisões já tomadas pelo atual Governo que anulou os contratos que o governo Passos/ Portas assinou às escondidas das populações com o empresário Sousa Sintra para prospecção de petróleo em 70% do território do Algarve, assim como o fim do contrato da Repsol para a exploração de gás natural mas sublinha que mesmo que do ponto de vista jurídico o contrato com a Galp/ Eni fosse válido do ponto de vista económico seria negativo para Portugal e particularmente mau para o Algarve.

«Sempre sustentamos que o nosso petróleo é o turismo e que este requer níveis ambientais de excelência incompatíveis com a exploração de petróleo. O anúncio da Galp / Eni de abandonar o projeto petrolífero no Algarve é uma boa notícia para Portugal e uma excelente notícia para o Algarve. Afastada que está agora esta nuvem negra devemos juntos dinamizar uma carta de excelência ambiental, com objetivos e metas temporais, consensualizando os mesmos com o governo de forma a garantir sustentabilidade ecológica para a região e potenciar o contributo económico que o Algarve e o turismo atualmente já dá e pode ainda vir a dar a Portugal», conclui Luís Graça.

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