Isilda Gomes rejeita hipótese de saída depois de eleições para integrar governo

Numa curta entrevista ao «barlavento», Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, rejeita qualquer boato relacionado com a possibilidade de aceitar um convite para ocupar um cargo no Ministério da Administração Interna. Destaca ainda dados do turismo no concelho e avança que a nova gare rodoviária estará pronta em setembro.

barlavento: Como está a correr a época alta de turismo em Portimão?
Isilda Gomes:
Com os dados que temos, podemos dizer que está a ser um ano histórico. Segundo as informações da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) a taxa de ocupação em Portimão e Praia da Rocha no mês de julho ronda os 92,8 por cento, sendo a mais alta de todo o Algarve.

Quando prevê que esteja pronta a gare rodoviária e a rotunda que ficará junto à panificadora, ambas obras estruturantes para a cidade?
A gare rodoviária estará em condições de começar a funcionar ainda durante o mês setembro. Quanto à nova rotunda da panificadora, adiámos o início da obra, porque temos a consciência de que é um ponto nevrálgico em termos de trânsito e que, durante os meses de verão, era inviável proceder a essa intervenção. A nível de mobilidade e também da saúde, um projeto antigo é o acesso direto à Unidade Hospitalar de Portimão pela EN125.

Qual o ponto de situação, prazos e onde ficará localizado?
Conseguimos finalmente autorização por parte das Infraestruturas de Portugal para ser criado esse corredor de emergência que ligará a EN125 ao Hospital. Creio que, no final do presente ano, teremos o projeto concluído e que, durante 2018, a empreitada possa ter início. É uma obra estruturante e fundamental em caso de catástrofe.

Que projeto considera fundamental realizar no futuro em Portimão?
Portimão está bem dotado em termos de infraestruturas e não tem necessidade de grandes projetos, com exceção da área das acessibilidades e da mobilidade. A nossa prioridade será recuperar o espaço público e, ao mesmo tempo, criar condições para a diversificação do nosso tecido económico. Com os estímulos certos, será uma realidade. Estamos, como já atrás referi, a viver um ano ímpar em termos turísticos e temos que, desde já, aproveitar este período para atrair novos investimentos para Portimão.

Numa altura em que Portugal tem sido tão devastado pelos incêndios, fala-se na mudança de governantes na Administração Interna. Um dos nomes que poderia ser uma escolha de António Costa seria o seu. Estaria disponível para aceitar uma pasta nesta tutela caso fosse convidada?
Desengane-se quem pensa o contrário. Tenho tido conhecimento que esse boato corre por aí. Claro que me sinto lisonjeada pelo facto de me reconhecerem qualidade para poder fazer parte do governo, e agradeço aos que me atribuem esse estatuto. Mas deixe-me ser muito clara, o mandato que agora termina foi muito duro quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista pessoal. Porventura todas as pessoas compreenderiam se eu tivesse saído a meio. Não o fiz. Cumpro aquilo com que me comprometo e comprometi-me a trabalhar por Portimão durante quatro anos. Depois de uma avaliação pessoal e também do meu partido decidi que tinha força e, sobretudo, projetos para mais quatro anos. Como é óbvio vou cumpri-los até ao fim. O meu ministério é, e será sempre, Portimão.

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