«Faro vítima de cerco partidário» com a oposição a querer «paralisar autarquia» acusa o PSD

Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro.

«Os partidos da oposição em Faro (PS e PCP) bloquearam ontem, inapelavelmente, a aprovação da revisão orçamental proposta pelo presidente da Câmara sem, todavia, apresentar qualquer alternativa, fundamentada ou não», lamentam os sociais democratas da capital algarvia, em nota enviada hoje às redações.

«Oposição não é desgoverno. É exercer com responsabilidade as suas funções e tolerar, pelo menos, que quem ganhou possa aplicar o seu programa. Em Faro, não está a ser assim. É um perverso entorse ao processo democrático e à defesa das populações. No ano passado, a autarquia viu chumbado pelo governo o seu plano de investimentos, no valor de 3,5 milhões, com obras essenciais que os farenses anseiam e que são fruto do esforço que todos fizemos para que a autarquia recuperasse – enquanto sonegava este direito aos farenses, o mesmo Governo apoiava financeiramente autarquias da sua simpatia partidária, sem que os dirigentes locais proferissem uma só palavra contra esta injustiça», argumenta a comissão política do PSD/Faro.

«Entre o governo e quem representa o PS, traça-se um caminho de asfixia das iniciativas da câmara, caminho que se estreita com a proximidade das eleições e que é o objectivo inconfessável destas malvadezas. Desta feita, a proposta do Executivo permitiria liquidar o plano de reequilíbrio financeiro, libertando a autarquia das obrigações de cobrar as taxas máximas e, desde já, reforçar o investimento naquilo em que há mais de um ano está para investir: requalificação da rede viária e espaço urbano, apoios ao associativismo, melhoria do parque escolar e outros, englobados no programa Faro Requalifica», lê-se na nota.

Agora o PSD/Faro apela à contestação popular: «se cada um de nós não protestar, este cerco não se levantará e estas práticas tomarão conta da democracia farense, para mal de todos, não de quem comanda os destinos do concelho. É um desrespeito para com os cidadãos, um atentado ao presente e ao futuro de Faro».

Ainda assim, «aconteça o que acontecer, e nisso os farenses são obviamente soberanos, esperamos que nas próximas eleições, ganhe quem ganhar, o faça com uma maioria clara para que possa implementar o seu programa e não ficar refém da política da paralisia, ficando refém, isso sim, e bem, dos cidadãos, a quem deve prestar contas. Deixem trabalhar quem foi eleito. No fim, os cidadãos que avaliem», conclui a concelhia social-democrata.

Indignado com a oposição, o presidente da Câmara Municipal de Faro Rogério Bacalhau abriu uma exceção e publicou no seu facebook pessoal uma nota de reflexão na qual lamenta aquilo que considera ser «jogos de interesse meramente político, e cada vez mais, manifestamente eleitorais», com o propósito de «em ano de eleições, bloquear desesperadamente o culminar do trabalho do meu executivo dos últimos quatro anos».

Categorias
Política


Relacionado com: