Cristóvão Norte diz que «Monchique já foi esquecido por Lisboa» no Orçamento de Estado

«Vítimas de Monchique são de segunda categoria» denuncia o parlamentar do PSD
Cristóvão Norte (ao centro) aquando da visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Monchique, no dia 11 de agosto de 2018.

Na audição do ministro da Agricultura e Floresta, no âmbito da discussão da proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2019, o deputado algarvio do PSD Cristóvão Norte considerou que «quem esteve em Monchique no rescaldo do incêndio ouvia as pessoas dizer: não morremos já, mas vamos morrer aos poucos. O governo nessa altura, num desfile infindável de ministros fez juras de todo o apoio às vítimas, para que aquela comunidade se reerguesse», sublinhando que «o governo está a falhar. Trata estas vítimas pior que as dos incêndios de 2017: não lhes dá apoio integral na reconstrução com verbas públicas, como fez em 2017, nem adotou o regime de ajudas simplificadas, mas sim as candidaturas ao PDR, mais complexas,deste modo as pessoas, muitas delas idosas, enfrentam um muro burocrático que lhes parece intransponível».

O deputado do PSD lembrou que «depois daquelas observações infelizes sobre o sucesso, o êxito retumbante do governo sobre o incêndio – que indignou tanta gente – o primeiro-Ministro comprometeu-se com um programa para a reorganização económica da serra de Monchique, destacando a diversificação económica, o turismo, falando até do medronho e das questões apícolas», concluindo que «passaram três meses, os holofotes já lá não estão, esqueceram aquelas pessoas no Orçamento de Estado 2019 e aquela vontade manifestada na altura esmoreceu», apelando a que o Governo honre os seus compromissos e não aguarde pelo próximo ciclo de fogo.

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