Catástrofe de Monchique evidencia «falta de investimento estrutural na organização da floresta» diz PCP

Aspeto atual da EN266, junto à vila de Monchique.

O Partido Comunista Português (PCP) considera que «o tempo é de dar combate às chamas e não de fazer balanços prematuros», e que «as razões que expliquem porque é que, com a concentração de meios que tem sido possível assegurar no terreno, o fogo prossegue sem dar tréguas, ficarão para avaliação posterior designadamente quanto a aspectos de natureza técnica e de comando».

Em nota enviada à imprensa, o PCP considera que a situação vivida nos últimos dias em Monchique «confirma os problemas estruturais com que a floresta e o seu ordenamento se confronta. Na verdade, 15 anos depois do grande incêndio de 2003, o que a Serra de Monchique revela é a ausência de uma orientação e de um investimento estrutural na organização da floresta e o aumento da massa combustível, designadamente, eucaliptal que não tem parado de aumentar».

O PCP «manifesta solidariedade com a população, os bombeiros e outros agentes da proteção civil e intervirá para assegurar no mais curto espaço de tempo a resposta às perdas ocorridas e prosseguirá a sua acção para que se concretizem as soluções para a valorização do mundo rural e o desenvolvimento do país».

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