Catarina Martins defendeu mais apoios à pesca em Olhão

Coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) foi acompanhada pelo deputado algarvio João Vasconcelos numa visita à estrutura de investigação científica olhanense.

Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda (BE), deslocou-se no domingo, dia 17 de dezembro, à Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO), onde defendeu maior apoio à pesca e um maior investimento na investigação científica para o sector.

Acompanhada pelo deputado algarvio João Vasconcelos, a responsável pelo BE afirmou ainda que as negociações das quotas «não podem ser meramente políticas», já que está em questão a frota pesqueira nacional.
Após a visita à infraestrutura de pesquisa e investigação dedicada sobretudo à aquicultura marinha, inserida no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Catarina Martins disse que é necessário clarificar que «a sustentabilidade das espécies é um problema. A sustentabilidade do sector das pescas é outro». Na opinião desta dirigente, Portugal necessita de «estratégia e não de braços de ferro». «Só com mecanismos claros de apoio» é que será possível «pedir aos pescadores que não pesquem, nem trabalhem, para preservar valores ambientais que são importantes para toda a sociedade», disse.

A coordenadora criticou ainda o «atual jogo de pressão mal feito e desequilibrado entre o valor da sobrevivência das espécies e o pescar, ou não, para assegurar a sobrevivência». Por isso, acredita que a responsabilidade de apoiar o sector e os pescadores deve ser assumida de forma coletiva, sobretudo «quando lhes é vedada a possibilidade» de exercer a profissão que escolheram, para que seja preservada «a sustentabilidade ambiental, e fazendo-o afinal em nome de todos nós e do futuro».

A visita serviu ainda para a coordenadora do BE destacar que é essencial uma «aposta clara na investigação científica e tecnológica», realçando que o desenvolvimento da aquicultura marinha faz parte de uma estratégia que deve ser apoiada.

«Não se podem repetir os erros tremendos cometidos na indústria agropecuária, erros que causaram graves problemas ambientais e têm colocado em risco a saúde das populações. É essencial haver institutos públicos a fazer a investigação científica que garanta soluções ambientalmente responsáveis e a segurança alimentar», comparou. E apontou ainda a EPPO como um exemplo do género de investimento que o país deve concretizar. Catarina Martins não se esqueceu, porém, de alertar que «é preciso tratar bem quem trabalha» em locais como a estação olhanense, até porque naquela «unidade de investigação estão no ativo sobretudo bolseiros, alguns há mais de 20 anos, sem ter direito a um contrato de trabalho». Este é um tema que tem preocupado o BE, que a 25 de novembro promoveu o debate «Que pesca queremos no Algarve?» em Tavira, com João Vasconcelos e Carlos Matias, do Grupo Parlamentar do partido.

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