Castro Marim não cresce com «canjinhas» acusa José Estevens

O jantar de apresentação do movimento independente «Castro Marim Primeiro – CM1» reuniu à mesa um milhar de simpatizantes, no sábado, 5 de agosto. As candidaturas do CM1 que integram uma centena de candidatos às autarquias do concelho são lideradas por Carlos Dias à Assembleia Municipal, José Estevens à Câmara Municipal, Marília Gonçalo à Assembleia de Freguesia de Altura, Rosa Teresa à Assembleia de Freguesia de Azinhal, Paulo Sousa à Assembleia de Freguesia de Castro Marim e António Baltazar Martins à Assembleia de Freguesia de Odeleite.

José Estevens, no uso da palavra garantiu que se voltar a merecer a confiança do povo de Castro Marim para conduzir os destinos do concelho, tal como aconteceu de 1997 a 2013, «irá continuar a defender os princípios da igualdade, imparcialidade, legalidade e justiça como pilares do exercício da sua gestão autárquica», segundo se lê em nota enviada à imprensa pelo Movimento Independente Castro Marim Primeiro – CM1.

Lembrou ainda «a obra realizada durante 16 anos», quando foi presidente da autarquia castromarinense. «Foram anos de muita realização e muito trabalho, em que servimos Castro Marim e as suas gentes com espírito de missão, elevado sentido da responsabilidade, procurando utilizar, da maneira mais racional e eficaz, os recursos que tínhamos à disposição e que são sempre escassos».

«Os projetos interrompidos em 2013 têm aptidão e força suficiente para nos tornar uma terra com oferta de emprego e com futuro. Castro Marim tem um enorme potencial, tem filhos capazes, gente com qualidade suficiente para continuar a escrever a história do concelho».

Referindo-se ao atual executivo municipal liderado por Francisco Amaral, o agora candidato independente José Estevens lamentou que este não tenha «uma única obra para apresentar. Todas as inauguradas foram pensadas, lançadas e realizadas por nós. Não podemos continuar a pensar que Castro Marim cresce levando canjinhas a algumas pessoas que possam estar hospitalizadas em Faro», acusando ainda de «falta de estratégia que possa conduzir Castro Marim a bom porto».

Por seu turno, o candidato à Assembleia Municipal, Carlos Dias, prometeu colocar «ao serviço deste projeto uma empenhada dedicação e um conhecimento que fui alicerçando ao longo de cerca de 30 anos de experiência adquirida em funções de chefia, de coordenação de projetos, de gestão de recursos humanos e de formação, no âmbito da gestão de informação».

«Mas também um conhecimento que sempre eu procurei enriquecer através da realização de um percurso académico iniciado com a licenciatura em Engenharia eletrotécnica no Instituto Superior Técnico, continuado com a obtenção do grau de mestre em Estatística em Gestão de Informação, na Universidade Nova de Lisboa, e, finalmente, no doutoramento, em processo de conclusão, nesta mesma Universidade», afirmou.

Relativamente ao desafio que o aguarda, «estou plenamente consciente de que a missão que me espera não é tarefa fácil. Mas estou igualmente convicto de que a equipa liderada pelo José Estevens possui incontestável competência para levar ao sucesso o projeto apresentado pelo Movimento Castro Marim Primeiro. Um projeto sério, credível e, inquestionavelmente, aquele que melhor serve os interesses do nosso concelho».

Neste jantar de apresentação das suas candidaturas, o CM1 contou com uma convidada especial, Ana Goulão, candidata independente pelo movimento «Somos Coimbra» à Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, a mais populosa daquele concelho, com cerca de 45 mil eleitores.

Ana Goulão, licenciada e mestre em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, deixou um testemunho sobre a participação ativa de um crescente número de mulheres na vila política portuguesa e o papel decisivo dos movimentos independentes no reforço da cidadania e no aprofundamento do poder local.

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