Caçorino confirma Carlos Gouveia Martins como cabeça-de-lista à AM de Portimão

O social-democrata será candidato à Assembleia Municipal (AM) de Portimão e o mais jovem cabeça-de-lista nas próximas autárquicas no Algarve

Carlos Gouveia Martins, líder da Juventude Social Democrata do Algarve e secretário-geral do Partido Social Democrata de Portimão, é o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal naquele concelho, pela coligação que junta este partido ao CDS-PP, nas próximas eleições autárquicas marcadas para 1 de outubro.

Ao «barlavento», José Pedro Caçorino, líder da distrital do CDS e deste projeto da coligação, confirmou esta escolha para o candidato àquele órgão. Explicando as razões desta decisão, o centrista acredita que será uma mais valia para Portimão. «A coligação pretende «dar uma nota de juventude num órgão que geralmente é ocupado por pessoas que já passaram por outros órgãos, com alguma experiência». Carlos Gouveia Martins será assim mais um dos sinais de «irreverência e diferenciação» desta união, argumentou.

E tanto assim é que o o social-democrata será o mais jovem cabeça-de-lista às próximas autárquicas no Algarve e um dos mais novos a nível nacional. O também coordenador autárquico a nível nacional pela JSD, era um dos nomes apontados como número dois de Caçorino na lista à Câmara Municipal, sem que nunca tivesse havido uma confirmação oficial.

Carlos Gouveia Martins

«No início falou-se dessa hipótese, mas sem grandes compromissos. Os próprios militantes do PSD entenderam que gostariam mais de o ver como candidato à Assembleia Municipal e nós concordámos, até porque queríamos procurar dar sinais de modernidade, de não fazer sempre igual, pois entendemos que não deve haver uma formatação» do cargo, explicou.

O líder da JSD do Algarve «mostrou-se sempre muito disponível a qualquer cargo que os militantes do seu partido quisessem ou que nós, já na coligação, quiséssemos. Entendemos que na Assembleia dava um maior sinal de abertura», justificou o líder centrista.

Como Carlos Gouveia Martins explicou ao «barlavento» o seu nome foi «aprovado por unanimidade em reunião de Comissão Política de secção do PSD de Portimão, a 19 de maio, e posteriormente foi aprovado a 20 de maio, também por unanimidade, em Plenário de militantes» dessa concelhia. Nessa noite, foi ainda decidido em reunião da Comissão Autárquica da coligação, com os interlocutores de PSD e CDS e o candidato José Pedro Caçorino, que o jovem avançaria para a Assembleia Municipal.

José Pedro Caçorino

Quanto aos restantes cabeças-de-lista para as Assembleias de Freguesia (Portimão, Alvor e Mexilhoeira Grande), José Pedro Caçorino adiantou que as escolhas estão quase «fechadas», faltando apenas uma confirmação de um dos possíveis candidatos. «Temos uma pessoa que convidámos e que está só a verificar se consegue conciliar esta situação com a vida pessoal. Quando estamos a trabalhar para a vitória temos que pensar que a vida destas pessoas, a partir de 1 de outubro, se altera», afirmou Caçorino.

Essa questão ficará decidida ainda esta semana, estando a coligação a tentar que a apresentação pública decorra este mês. «Acho que nos atrasamos um bocadinho, com as negociações e o resto das decisões a nível de imagem, da programação, de pensar a campanha. Como queremos mostrar coerência desde o início, não queríamos arrancar sem que estivesse tudo acertado. Estou convencido que em junho deverá» ser realizada esta apresentação.

Por outro lado, a regra definida para a composição das listas, segundo José Pedro Caçorino, será de 50 por cento para cada uma das duas forças, sendo que, em cada uma, será indicado quem os militantes quiserem. «Temos pessoas pensadas, mas os cabeças-de-lista terão liberdade para escolher as equipas que os acompanham em conjunto», assegurou.

Apesar de ainda não ter sido divulgado o nome para esta coligação, Caçorino explicou que este irá refletir o passado, com o esforço feito pelo «Servir Portimão», mas acrescentará o valor que o PSD terá.

«Há uma evolução» de forma a «haver um reconhecimento interno, mas também um sinal exterior do que o PSD, ao incorporar o ‘Servir Portimão’, lhe acrescenta muito valor. Temos que mostrar que não será exatamente o mesmo, ainda que a ideia que norteia continue a ser o espírito do ‘Servir Portimão’». Sem revelar a denominação, o centrista aponta para que esta seja uma variação do que já é conhecido pelos portimonenses, apenas com um pequeno acréscimo.

«Fizemos um esforço grande nos últimos quatro anos para nos afirmarmos enquanto ‘Servir Portimão’, apesar do poder vigente nos diversos órgãos procurar apequenar isto, dizendo que era o CDS-PP e que estávamos escondidos atrás da capa», resumiu. «Sempre lutámos contra esta ideia. O ‘Servir Portimão’ tinha que ir a eleições e fizemos sempre questão, como continuamos a fazê-lo, de ser uma voz de cidadãos independentes, daqueles que não se revêm nas formações partidárias», contou. Algo que tem sido, na opinião de Caçorino, conseguido. Ou seja, «procurar que as pessoas que não tem qualquer partido se sirvam, no bom sentido da expressão, de uma plataforma de exercício de cidadania», concluiu.

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