Bruno Sousa Costa é candidato do PSD a São Brás de Alportel

O restaurante Zé Dias foi pequeno para acolher os sambrasenses que quiseram estar presentes no lançamento da candidatura de Bruno Sousa Costa à presidência da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, no sábado, 7 de janeiro.

O candidato chegou acompanhado de Marques Mendes, conhecida figura da política nacional, ex-deputado, secretário de Estado, ministro, presidente do Partido Social Democrata (PSD), comentador televisivo e, desde há muitos anos, concelheiro de Estado. Depois de dedicado um minuto de silêncio em memória de Mário Soares, Marques Mendes iniciou a sua intervenção.

«Em democracia há necessidade de existir uma alternância democrática, não só de pessoas, mas essencialmente de projetos políticos», para Marques Mendes «quando o Partido Socialista esta há cerca de 28 anos a liderar os destinos do concelho essa é uma das principais razões para que se escolha um projeto diferente, um projeto de outra força política, um projeto com ideias novas, com visões diferentes e que traga um novo dinamismo ao concelho, e o Bruno Sousa Costa tem o perfil certo para liderar», frisou Marques Mendes, o primeiro orador da noite, segundo a completa nota de imprensa enviada pelo PSD de São Brás de Alportel, a que o «barlavento» teve acesso.

«O PS com o atual ou outro candidato o que tinha para dar, para oferecer, já deu, já ofereceu, é preciso ideias novas, é preciso uma nova visão para o futuro de São Brás de Alportel e o Bruno Sousa Costa tem essa visão, tem muito para dar a este concelho e seria um desperdício não aproveitar as suas capacidades e, acima de tudo, a sua vontade em contribuir para um melhor futuro do concelho», defendeu.

«São três as razões essenciais que me fizeram estar aqui presente e apoiar pessoalmente a candidatura do Bruno Sousa Costa. A primeira é a necessária alternância democrática que traga ideias e sangue novo à gestão da autarquia. A segunda é a capacidade que o Bruno Sousa Costa já demonstrou na sua vida profissional, apesar da sua juventude, a experiência que tem na gestão e liderança das suas empresas mostram a sua capacidade de gerir recursos, humanos e financeiros, o que é uma mais-valia para o concelho, especialmente graças ao seu conhecimento da realidade das empresas e do tecido económico sambrasense. E por fim, porque tem uma grande sensibilidade social. O Bruno não é uma pessoa de apenas falar, é um líder com preocupações sociais que age, que está no terreno, que no dia-a-dia faz da ajuda ao próximo um modo de vida e não apenas um chavão para usar nas eleições», justificou Marques Mendes.

«O trabalho que tem feito no apoio ao Rotary Club de Estoi e à Cáritas em São Brás de Alportel são a prova de que a preocupação social do Bruno Sousa Costa não é um slogan, é uma certeza e um modo de vida», concluiu, deixando a promessa de regressar «na campanha ou na pré-campanha, para apoiar o Bruno porque são pessoas como ele que podem fazer a diferença e que fazem falta na política».

A segund intervenção da noite ficou a cargo do atual vereador e anterior candidato à autarquia, Rui Eusébio, que agradeceu a presença de todos e manifestou o «total e incondicional apoio à candidatura de Bruno Sousa Costa» que no seu entender «será o próximo presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel».

Para Rui Eusébio, o PSD aprendeu com os erros do passado e «tem vindo a trabalhar de forma consistente ao longo destes três anos no sentido de obrigar a autarquia a fazer o melhor possível».

Lembrando as dificuldades da oposição em passar a sua mensagem criticou ainda a forma como «o executivo socialista controla a comunicação social e tem uma capacidade extraordinária de se vitimizar».

Rui Eusébio vereador do PSD na oposição da Câmara Municipal de São Brás de Alportel e presidente da mesa da assembleia do PSD local.

Para o atual vereador da oposição «o atual executivo não respeita a oposição e todas as propostas e sugestões que estes apresentam caem em saco roto».

Dando exemplos concretos do trabalho feito pelo PSD/SBA na oposição, Rui Eusébio salientou o trabalho de Bruno Sousa Costa no apoio aos eleitos destes órgãos assim como «a revitalização do partido que ele levou a cabo e que hoje é reconhecida por todos os sambrasenses que percebem que o PSD é um partido responsável e preparado para ser uma alternativa de sucesso em São Brás».

Gilberto Rodrigues, presidente da Cáritas Paroquial de São Brás de Alportel, pediu para usar da palavra face ao cariz solidário que o jantar teve a favor da instituição (foi reunida uma carrinha inteira com roupa). O responsável confidenciou «o extraordinário que o Bruno Sousa Costa tem feito» e que nem a própria família tinha consciência.

Gilberto-Rodrigues, presidente da Cáritas Paroquial de São Brás de Alportel.

«É a maior prova da humildade e genuína preocupação que o Bruno tem para com os mais necessitados, pois desde o empréstimo de instalações para armazenar o material que a Cáritas recolhe, até ao apoio na recolha de fundos para a compra de uma carrinha para a instituição, passando pelo trabalho de angariação de novos apoiantes que tanto tem contribuído para ajudar os mais necessitados, o Bruno Sousa Costa é um dos melhores amigos da Cáritas», considerou Gilberto Rodrigues.

Cristóvão Norte começou a sua intervenção por salientar «o papel extraordinário que o Bruno Sousa Costa tem desempenhado em defesa de São Brás de Alportel».

O deputado à Assembleia da República realçou o trabalho feito na petição lançada pelo PSD/SBA que, «com todas as dificuldades que isso representa, conseguiu reunir mais de 2000 assinaturas pela salvação do CMR-Sul, petição que depois entregou na Assembleia da República e que vai obrigar a que a mesma se pronuncie sobre a situação insustentável que este equipamento está a passar».

Cristóvão Norte.

«Pela forma entusiástica e decidida com que luta e defende São Brás de Alportel em todo o sítio é um verdadeiro embaixador do concelho, e que se não soubesse quem é o atual presidente, muitas vezes, tal a paixão e garra com que ele luta pelos interesses do concelho, pensaria que era o Bruno o presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel», disse Cristóvão Norte.

A penúltima intervenção da noite ficou a cargo de David Santos, presidente do PSD/Algarve que começou por recordar que «aquela candidatura era a primeira a ser apresentada no Algarve e que era um motivo de orgulho para o PSD, pois o Bruno Sousa Costa encarnava em si o espírito democrático, lutador e ganhador do PSD».

«A formação e experiência de Bruno Sousa Costa é a maior garantia de que ele é o homem certo para o lugar, pois numa altura em que a sustentabilidade económica do concelho estava em causa era da maior importância a aposta na estabilização de empresas no concelho, algo que o Bruno Sousa Costa sabe melhor que ninguém ou não fosse ele um empresário que tem sabido gerir e manter uma empresa de sucesso ao longo de 15 anos, sempre no concelho de São Brás e que, se manter o mesmo trabalho, a mesma qualidade, vontade e competência», disse David Santos.

A última intervenção, como não podia deixar de ser, foi de Bruno Sousa Costa que depois de agradecer a presença de tantos apoiantes salientou a importância do trabalho que o PSD tem vindo a fazer no concelho, sendo hoje «um partido interventivo, um partido atento e, acima de tudo, um partido responsável que tem lutado por São Brás de Alportel e pelos sambrasenses».

Críticas à gestão do PS

O candidato lembrou as «várias iniciativas que demonstram que acima de tudo, para o PSD, São Brás de Alportel está primeiro. Assim foi na luta contra a situação do CMR Sul, onde o PSD se solidarizou com o executivo, mas também o foi quando promovemos uma petição pela salvação do CMR Sul, que reuniu cerca de 2000 assinaturas que foram entregues na Assembleia da República, mas que, inexplicavelmente, não contou com o apoio do Partido Socialista Sambrasense».

E «quando alertamos para o perigo da existência de amianto nas escolas, uma iniciativa polémica mas que hoje está mais do que provada que era necessária».

Informando os presentes que os vereadores do PSD solicitaram cópias dos relatórios que atestavam a falta de perigo que o executivo declarou, mas que essas cópias «pedidas há mais de três meses, não foram entregues pela autarquia»

Bruno Sousa Costa contestou ainda as obras no Largo de São Sebastião, outro exemplo do «desnorte socialista. O PSD/SBA manifestou publicamente a sua oposição à forma como a obra estava a avançar e pediu que fosse suspensa até a população ser ouvida, até ser feito um estudo de tráfego, até serem criadas alternativas de estacionamento, ou simplesmente até que fosse explicado devidamente como esta intervenção se enquadrava no Plano de Pormenor da Zona Histórica».

Mas a obra «avançou sem praticamente ouvir ninguém. O resultado? Uma grande confusão. Uma grande asneirada. Felizmente conseguiu-se que não fosse demolida parte do monumento do Poeta Bernardo Passos. Mas o mesmo não conseguimos em relação à habitação onde nasceu o Dr. José Dias Sancho e depois morou o Dr. Porto, habitação que está no Regulamento do Plano de Pormenor da Zona Histórica como a manter, e isso não impediu o executivo de dar a ordem para a demolir, destruindo uma importante parte do nosso património histórico», afirmou Bruno Sousa Costa.

«Qual a legitimidade agora da autarquia para impor regras neste núcleo, quando foi a primeira a infringi-las?», questionou ainda o candidato.

«Como é que é possível o atual executivo apenas destinar ao desenvolvimento turístico 0,6 por cento do orçamento camarário para 2017? É assim que se pretende desenvolver a economia do concelho?», interrogou.

«Está na hora de dizer basta. Nós queremos que a criação do emprego, a estabilização das empresas no concelho e o desenvolvimento económico do concelho sejam uma prioridade, porque sem pessoas a viver, a trabalhar e a construir a sua família em São Brás de Alportel, não haverá futuro. Queremos um concelho que se afirme. Temos uma ideia clara para o futuro, mas mais importante do que isso, sabemos da importância de, hoje, no presente, preparar esse futuro. Só assim teremos um concelho justo, solidário e inclusivo. Esta é a nossa visão para o futuro. Mas se queremos mudar o futuro temos que renovar. Temos que renovar a mentalidade, renovar a dinâmica, renovar as pessoas. Esta renovação faz-se com a sociedade, com a população. Queremos ouvir a população e será com a população que iremos construir uma alternativa sólida para o futuro. Vinda da sociedade» disse ainda Bruno Sousa Costa que finalizou lembrando a todos que «não importam as ideologias, as crenças religiosas, a idade, raça ou género. O que importa é São Brás de Alportel».

Ideias para o concelho

«São Brás está a gerir o presente como se não houvesse futuro», criticou Bruno Sousa Costa referindo-se ao atual executivo PS, e que se recusará «a deixar o concelho morrer, a ver partir os sambrasenses à procura de um emprego, a aceitar que não tenhamos um serviço de urgências no centro de saúde e que tenhamos que ir a Loulé esperar horas para ser atendidos, que não tenhamos uma unidade de Cuidados Continuados para os nossos idosos, que os comerciantes tenham que contar os tostões para pagar as contas ao fim do mês, que os empresários tenham que investir noutros concelhos porque aqui não se conseguem estabelecer».

«A autarquia precisa de alguém com a capacidade de enfrentar os novos desafios. O concelho está estagnado. Como pode a autarquia continuar a afirmar que existe uma aposta na qualidade de vida quando o poder de compra dos sambrasenses é cada vez mais baixo sendo um dos piores do Algarve? De que serve termos paisagens bonitas e um ar de qualidade para respirar se as nossas famílias passam cada vez mais dificuldades para colocar comida na mesa ou cumprir as suas responsabilidades financeiras? Temos que mudar e essa mudança começa hoje», disse Bruno Sousa Costa.

«Com um planeamento urbano desatualizado estamos a perder o rumo e a perder a oportunidade de desenvolver o concelho. É urgente rever o Plano Diretor Municipal, é preciso pensar o futuro, pensar o que se quer a médio/longo prazo, pensar em zonas de captação para novas empresas, como atrair turismo de qualidade, como desenvolver a economia do concelho. Não podemos continuar com a precariedade dos empregos, não podemos continuar sem criar incentivos à estabilização de empresas e consequentemente à criação de empregos de qualidade para os sambrasenses. Falta uma aposta séria e concreta no desenvolvimento da zona industrial, no melhoramento das acessibilidades, na facilitação de novos investimentos que discriminem positivamente a empregabilidade de sambrasenses. Falta sermos ousados», acrescentou.

A estratégia do candidato do PSD passará pela «inovação com a criação de um polo tecnológico que seja uma referência regional e nacional e que permitirá a captação de novos habitantes para o concelho baseados no binómio tecnologia-qualidade de vida que cada vez mais é procurado por jovens casais. Passa por saber inovar tendo como base a nossa história, as nossas tradições e os nossos recursos naturais».

«Queremos que os turistas venham o ano todo. Temos recursos naturais inigualáveis onde podíamos apostar em atividades que são cada vez mais procuradas em segmentos como o turismo de natureza, aliado ao turismo de saúde e ao turismo sénior».

Outra das áreas onde o candidato pretende atuar é na Zona Histórica de São Brás de Alportel que segundo as suas palavras «encontra-se na sua maioria abandonada e degradada, apenas com a intervenção pontual de algumas habitações, mas na sua maioria despovoada e com uma difícil acessibilidade e mobilidade o que dá a esta zona uma fraca atratividade turística quando, à semelhança de outros concelhos, tem um potencial enorme de reabilitação e de criação de estratégias que estimulem o repovoamento desta zona, valorizando os produtos endógenos e o turismo cultural-artístico gerador de emprego qualificado».

Perfil do candidato

Militante do Partido Social Democrata há 16 anos, é engenheiro civil, tem 35 anos, é natural de São Brás de Alportel, sendo esta a primeira vez que se apresenta como candidato a presidente daquela autarquia, que tem sido liderada pelo socialista Vítor Guerreiro, o seu opositor na corrida às próximas eleições. O social-democrata defende a mudança para permitir o desenvolvimento e a fixação de pessoas em São Brás. Nas últimas eleições, em 2013, a diferença entre as duas forças políticas (PS e PSD) foi de 5,3 pontos percentuais, conquistando os socialistas três mandatos e os sociais-democratas dois.

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