Bloco de Esquerda exige vedação na zona ribeirinha de Portimão

Falta de proteção no local junto ao Rio Arade coloca os transeuntes em perigo como argumentou o partido durante um protesto.

Uma dezena de militantes do Bloco de Esquerda (BE) mobilizaram-se num protesto que teve lugar na segunda-feira, 29 de maio, junto ao coreto, na zona ribeirinha de Portimão, devido à falta de uma vedação ao longo do rio.

Ao longe, no largo perto da Casa Inglesa, alguns assistiam, sem se juntarem, à manifestação e ouviam os argumentos de João Vasconcelos, deputado e cabeça-de-lista por este partido à Câmara Municipal de Portimão, nas próximas autárquicas marcadas para 1 de outubro.

Não existe «qualquer proteção contra possíveis acidentes que podem ocorrer. O BE tanto na Assembleia Municipal, como na Assembleia de Freguesia de Portimão, como noutros órgãos e até na vereação já fez aprovar moções e que os executivos do PS nunca cumpriram», começou por explicar João Vasconcelos.

«Em fevereiro, nesta zona um jovem acabou por cair à água e faleceu, de acordo, com várias notícias vindas na comunicação social», exemplificou. Ainda que nunca tenham ficado claras as circunstâncias que levaram a que o jovem caísse à água.

«Isto é uma chamada de atenção ao poder local de Portimão, tendo em conta que esta situação não pode continuar por muito mais tempo. Aliás, como se pode comprovar esta é uma cidade muito endividada, por causa das políticas dos anteriores executivos, mas, por estranho que pareça, quase que por um passe de mágica, as verbas não faltam e há obras por todo o lado. Já que se gasta dinheiro noutras situações que também são necessárias, esta também é urgente», argumentou o bloquista.

Para reforçar, João Vasconcelos reforçou que, em particular no verão, há milhares de pessoas que passeiam naquela zona e «só por acaso é que ainda não se verificaram outros acidentes graves».

Ao «barlavento» o candidato àquela autarquia disse que esta é «uma chamada de atenção à Câmara Municipal, órgãos autárquicos, Assembleia Municipal, a quem de direito para tomar providências necessárias e colocar uma proteção nesta zona. Todos os vereadores, onde me incluo, aprovariam com certeza esta proposta», disse com confiança.

Na ótica de Vasconcelos, a prioridade é a segurança das pessoa, crianças, residentes e turistas. Não seria necessário um muro alto, mas «uma pequena vedação» para «prevenir qualquer descuido», alega sem entrar em outros pormenores. Até porque, afirma que a forma e os moldes em como essa proteção deve ser implementada não é da sua competência, mas dos técnicos, defendendo, porém que não «poderia ser muito alto».

«Tem que ser o que existe um pouco ao longo do Algarve. Por exemplo, estava ali um senhor a dizer que agarrou numa criança, porque ela ia caindo lá em baixo. Por sorte não tem havido muitos acidentes», disse.

Ainda que em moldes, com propósitos diferentes e um enquadramento distinto, a Câmara Municipal de Portimão chegou a avançar com uma proposta à Agência Portuguesa do Ambiente para colocar uma vedação na zona dos bares na Praia da Rocha para evitar quedas pela arriba.

Neste caso da zona ribeirinha, para o candidato, a intervenção deveria ser comparticipada pelos Ministérios com a tutela, sublinhando ainda assim que a Câmara Municipal também tem um papel de pressionar e exigir que sejam tomadas medidas. Até tendo em conta as propostas do atual governo no âmbito da descentralização de competências para os municípios, as áreas ribeirinhas vão passar para a responsabilidades destas autarquias.

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